“Um estudo britânico demonstra que os computadores estão cada vez mais integrados nas salas de aula e que a sua utilização estimula a criatividade e o trabalho em equipa.”
Duplo exemplo
Exemplo de documento sério e organizado, por um lado, demasiado longo e com questões pouco acessíveis, por outro. O primeiro esboço dos meus guiões de entrevista podem servir como um exemplo de como se deve e NÃO DEVE fazer. Fica aqui. Estão em remodelação.
Entretanto, coloquei à direita, o link para o grupo “Aprender com Tecnologias”. use e abuse!
6ª Reunião com o orientador
Notas, notas, notas…. aqui vamos nós…..
To cut a long story short….
Segundo o meu orientador, eu estou a fazer um trabalho excelente e…. estou a trabalhar demais, sou uma perfeccionista.
Pois!….
Como é habito, tudo o que apresentei estava muito cuidado e organizado. Em suma:
. ainda vai reler a última versão do capítulo I;
. o documento com os critérios de avaliação da expressão escrita online parece-lhe óptimo;
. o primeiro esboço dos guiões de entrevista está…. demasiado grande e algumas questões são difíceis. Tentará lê-lo antes da próxima reunião do grupo de Discussão a que pertencemos na FPCE-UL, dia 18 do corrente mês.
Além disso:
Aproveitámos a pergunta sobre “Feedback” (ver registo anterior) para lembrar que devo explicitar qual o tipo de feedback em causa no meu trabalho: qual a sua frequência, como é distribuído, as necessidades dos alunos são diferentes, é descritivo, escrito, avaliativo, é geral ou individual, etc.
Devo ficar calma e ser natural durante a unidade didáctica.
Quanto mais aulas observadas, melhor.
Como vou analisar os dados (lembrar a etnografia de Wolcoot: cronologicamente, por categorias, temas,…).
Incluir no guião da entrevista aos alunos a realização de uma pequena atrefa de avaliação.
caracterizar o ambiente o melhor possível.
Explicitar bem o que foi aprendido (que mecanismos explicitam as aprendizagens), qual o papel da CVA e da avaliação…
Ter cuidado na escolha dos sujeitos informantes. devem ser bons. eu devo ouvi-los, deixá-los falar…
Estou a ficar tãaaaoooo nervosa….
Enquanto esperava…
… pela reunião de hoje com o meu Orientador, li e reflecti um pouco. Antes de apresentar as notas da reunião que, aliás, foi breve, aqui está o que escrevi.
Uma das minhas preocupações nos vários registos (escritos) que vou deixando pela Rede tem sido, na medida do possível, adptar à Língua Portuguesa os numerosíssimos termos em Inglês com que vamos, eu e os que me acompanham neste percurso virtual, deparando..
Chamem-lhe puritanismo ou defeito profissional, a verdade é que, logo no título da minha Tese (ou na sua introdução) está a palvra “blogue” (e não esperei que o Dicionário da Academis das Ciências a incluísse nas suas páginas).
A verdade é que a ousadia se encolheu quando chegou a altura de falar de outros recursos que utilizo como apoio às minhas aulas. O que fazer a “website” e “podcast“? Os alunos e colegas já acham curiosos que o recurso principal se chame “Sítio da prof. Teresa” e o podcast, esse, ficou com o título “Arquivos Áudio”. Se o podcast não é mais que uma emissão áudio, posso chamar-lhe assim? Não me parece….
Ora, no contexto de outro dos vectores da minha tese, o da Avaliação, lido com frequência com a plavra “feedback”. Trata-se de um eixo fundamental do tipo de avaliação que exerço (avaliação formativa) e, até agora, confesso que não tinha tentado sequer traduzir tal palavra.
Tudo isto a propósito do artigo que li enquanto aguardava pela reunião com o meu Orientador (de uma maneira ou de outra são sempre produtivos estes dias):
Rust, Chris. (2002). The impact of assessment on student learning. Active Learning in Higher Education. The Institute for learning and Teaching in Higher Education and Sage Publications. Vol 3(2). London: 145.158. Disponível em http://alh.sagepub.com/cgi/reprint/3/2/145 Consultado a 6 de Abril de 2006.
O autor, investigador na Brookes University em Oxford, Inglaterra, realiza uma revisão da literatura sobre o impacto da avaliação nas aprendizagens.
A certa altura, C.R. sistematiza o que deve ser o “feedback”. Ora, eu considero de alguma utilidade referir essa parte da minha leitura e contribuir com a minha tradução mas… posso, devo traduzir “feedback”? E como? “Retorno”? “Apreciação”? (gosto desta última palavra mas será ela verdadeiramente apropriada?) E o que responderia o meu Orientador – que é, talvez, o maior especialista português em matéria de Avaliação – . Claro que eu perguntei. D. Fernandes aproveitou para me lembrar que há diferentes tipos de feedback e que não conhece de facton nehuma boa tradução para o termo. Se há 30/40 anos dar feedback era dizer que estava “bem” ou “mal”, hoje, o feedback centra-se nos processos usados pelos alunos, orienta-os.
Então, segundo Chris Rust, o feedback deverá:
– ser imediato;
– iniciar-se com um comentário positivo;
– incluir uma síntese breve da perspectiva que se tem da tarefa;
– referir-se especificamente aos resultados da aprendizagem e aos critérios de avaliação;
– equilibrar os comentários postivos com os negativos;
– transformar toda a crítica numa sugestão postiva;
– fazer sugestões gerais sobre procedimentos na próxima tarefa;
– colocar questões que provoquem uma reflexão sobre o trabalho em causa;
– usar uma linguagem informal (em tom de conversa);
– explicar todos os comentários realizados;
– sugerir referências e trabalho de continuação;
– sugerir formas específicas de melhorar a tarefa;
– explicar a classificação atribuída e por que motivos não é melhor (ou pior!);
– oferecer ajuda em problemas específicos;
dar oprtunidade de discutir a tarefa e os comentários.
WHY NOT? Um excerto do meu primeiro capítulo
Não sei se ainda terei de fazer ajustes uma quinta (!) vez mas… aqui fica um pequeno excerto da introdução da minha Tese (o esquema pretende traduzir as três áreas que nela se cruzam).
“O objectivo geral do trabalho é estudar as relações entre as Aprendizagens realizadas através de 1 e 2 e avaliadas através de 3. Pretendemos assim descrever o ambiente de ensino e aprendizagem numa turma de Língua Portuguesa de 3º ciclo, focando quer a questão do recurso às tecnologias, quer a questão do recurso sistemático à avaliação formativa.
Estudos relativamente recentes têm considerado como elementos-chave no desenvolvimento da avaliação os conceitos de Avaliação Formativa e Sumativa (bem como os de individualização e diferenciação) (Fernandes, 2005). Procurando responder, entre outras, à questão “Quando avaliar?”, tem-se afirmado que deverá existir uma primeira avaliação orientativa (anterior aos processos de ensino-aprendizagem) reguladora (durante esses processos) e com o objectivo de realizar um balanço (final).
Ora, o conceito de avaliação formativa surge no quadro desta investigação como forma de regulação das aprendizagens realizadas no contexto da utilização das Tecnologias. Possuindo diversas potencialidades, este tipo de avaliação dá oportunidade ao aluno de aprender mais e melhor (desenvolver ao máximo as suas competências, articulando saberes); permite um feedback oportuno, contextualizado e individualizado; permite que alunos mais fracos beneficiem mais do processo de aprendizagem. Não se revela apenas uma nova forma de avaliar mas outra forma de ensinar e, fundamentalmente, de regular os processos de aprendizagem (Black, P. e William. D., 1998; Main, 2003; Australian National Training Authotity, 2004). É indissociável de uma intervenção atempada e só resulta se se mudarem, também, os modelos didácticos e as estratégias (Fernandes, 2005).
Este trabalho pretendeu, no contexto da CVA que investigou, aplicar os pressupostos da avaliação formativa enquanto processo pedagógico enquadrado num ensino e aprendizagem que são, também, mediados por computador.
Perrenoud (1988) afirma claramente que este tipo de avaliação remete não apenas para uma forma diferente de avaliar mas para outra forma de ensinar ou, mais exactamente, de fazer a regulação do processo de aprendizagem. Este tipo de avaliação, ainda segundo o mesmo autor, coloca o professor (e o aluno) diante de um problema para o qual tem de encontrar uma solução, ou seja, realizar uma intervenção.
Importa esclarecer então que a avaliação formativa é um processo conduzido ao longo de um curso (unidade ou projecto) que, sendo realizado pelo professor ou pelo próprio aluno providencia feedback sobre o trabalho desenvolvido de modo a ajudar a aprendizagem. O conceito distingue-se do de avaliação sumativa dado que esta é levada a cabo no final do curso (unidade, projecto,…) com o objectivo de determinar os conhecimentos ou competências do aluno (Fernandes, 2005; Perrenoud, 1988, 1991; Sadler, 1998; Harlen e Jones, 1997).
Pretendeu-se, num contexto de uma unidade didáctica de estudo da narrativa, aplicar os pressupostos deste tipo de avaliação e de entre os quais destacamos a apresentação de tarefas apropriadas aos alunos; a diferenciação de; a utilização de um sistema permanente e inteligente de feedback que apoiasse efectivamente os alunos na regulação das suas aprendizagens; o ajuste sistemático do ensino de acordo com as necessidades; a criação de um clima adequado de comunicação interactiva entre os alunos e entre estes e o professor (Anderson, R.S., Bauer, J.F., Speck B., Ed., 2002; Gipps & Stobbart, 2003).
Pretendeu-se igualmente que o processo avaliativo utilize a tecnologia como recurso quer na fase de execução, como na de apresentação e avaliação das tarefas (utilização do software Hotpotatoes, do Surveyor ou outros e eventual recurso a actividades de Avaliação já disponíveis na WWW, nomeadamente Webquests ou outras).“
Para quem chegou agora…
… o tema é: AVALIAÇÃO!
E nada melhor para um primeiro contacto do que, por exemplo, uma visita aqui.
Desabafo…
Não me custou fazer as seis disciplinas da parte educacional do Mestrado, incluindo os vinte e tal trabalhos…, não me custou realizar e apresentar o projecto de investigação pois apesar do stresse o resultado final foi óptimo…, não me custam as centenas de artigos já pesquisados e lidos…, muito menos me custa este blogue…, não me custou até a quarta releitura e aperfeiçoamento do primeiro capítulo da tese…, não me custa organizar a unidade didáctica durante a qual vou recolher os dados…, MAs… “por que raio” me está a custar tanto a preparação dos guiões de entrevista (a alunos e observadores) se sei perfeitamente o que quero perguntar???
Ideias que se cruzam
Um dia, vi-me aqui... fui lendo e voltando e… apesar de CVA’s e Avaliação ser uma coisa e Estudos de Informação outra… entrei no grupo e comecei hoje a participar no Espaço TET: “Tese? … eu também!”.
É o que dá ser cusquinha e apaixonada pelo Saber.
Obrigado Mónica, Maria, Fred e RC!
A minha Bibliografia (até agora)
Consciente da importância deste tipo de blogue para mim e para outros investigadores como eu, aqui fica a minha bibliografia da tese, quase toda lida.

Troca de ideias
Neste post datado de 9 de Janeiro, recebi hoje este comentário:
“Me desculpe a intromissão, mas já que você está com problemas em titular sua tese, vamos lá para uma singela contribuição (se é que é uma contribuição). Que tal você trabalhar com o seguinte título para a sua tese:
“AVALIAÇÃO FORMATIVA: APRENDIZAGEM DA LÍNGUA EM CONTEXTO VIRTUAL” (menos doze palavras em relação ao título que está posto. Esse aí é o que eu entendi do mesmo).(…)”
Sim, senhor, gostei da sugestão. 😀 As potencialidades do virtual não cessam de me surpreender.

