Na verdade, estamos ainda muito longe de escolas onde os ambientes de aprendizagem sejam, de facto híbridos. Em que o digital não seja algo a que se recorre apenas quando o aluno entra em isolamento… como se essa magia virtual o “desisolasse” e, fantasticamente, o fizesse recuperar todo o tempo e aprendizagem perdida. Aliás, em muitos casos, o que observo é que os alunos ainda não perceberam todos de que se trata e isso acontece porque o tal hibridismo está longe de ser universal. E não acontece por Decreto. E ainda bem. Como é que aos 13 anos se muda de postura se até a essa altura, se foi transitando, numa postura muito passiva, ouvindo a explicação do professor, lendo a custo, não percebendo muito bem para que serve essa coisa obrigatória da escola que nos preenche os dias, estudando na véspera do teste e sempre provocando algumas perguntas incómodas do pai ou do professor… leste? estudaste? fizeste?
Na imagem está a minha Classroom, um ano de experiência com o Google workspace em servidor… tão aguardada…. as minhas tão úteis rubricas (fiz a primeira em 2005 – por incrível que agora me pareça – para alunos que escreviam num fórum php) e um objeto de que cheguei a duvidar (Teresa, terás gasto alguns € em algo que não vais voltar a usar?). Mas não, a minha wacon é-me tão util agora quanto o Portátil, o Tablet, o Smartphone, o apontador, o espaço de trabalho Google, … Só demorei 20 anos a cá chegar. Quem começou depois vai chegar aqui muito mais rápido e vai ultrapassar-me provavelmente, o que me deixa feliz. Estou a contribuir para isso também.
Do balanço que faço, o ponto mais positivo é, sem dúvida a criatividade, a diversidade, a facilidade. O digital só serve para fazer melhor e diferente, mais adaptado. Se eu já fazia avaliação formativa antes e usava rubricas? já… mas é mais fácil organizar o espaço de trabalho deles assim, pois é. E sobretudo personalizá-lo. Se eles compreendem a lógica do loop? Compreendem. Se a lógica levemente gamificada da minha Classroom funciona para aqueles que a agarram, funciona; atividades várias, personalizadas, sempre a somar pontos (só não faz TLIM como um jogo Arcade) 😉
Já pensei nas classificações. Sempre na minha lógica tri-anual e ponderando se o “repetir de outra forma e com outra maturidade” pode ser ou não bom. Se tudo correr bem, como costuma, na autoavaliação não haverá a mínima discrepância. Este jogo tem regras claras e eles e eu gostamos de o jogar, muito honestamente.


Como entendo as tuas cogitações!… Quando te ouvi falar naquele MOOC (mais um acrónimo! ?), em 2017, fiquei com a sensação de estar muito atrasada/desfasada de uma pedagogia mais adequada à aprendizagem dos alunos. E foste um dos exemplos, sobretudo sendo tu de Português como eu, para ter vontade de investigar, procurar sempre mais formação e gostar de saber sempre mais, sempre com a finalidade de ser melhor professora.
Estar na frente é difícil, por vezes doloroso, porque acabamos, muitas vezes, por trabalhar sozinhos. Houve até altura de algum ostracismo. A tecnologia pensada e adequadamente intencional, as rubricas que descobri e passei a construir com e para eles, os alunos, os nossos parceiros pedagógicos. Uma ferramenta poderosa para professor e alunos para orientar, definir, tornar o ato didático-pedagógico transparente e mais justo, no sentido da qualidade da aprendizagem autónoma e responsável.
Beijinhos, minha Amiga Inspiradora