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Motivação. Leitura. Aprendizagem. Tecnologias.

Um apontamento muito breve para registar umas leituras. Incrível como um documento com 3 páginas consegue sintetizar tudo aquilo que se pensa e que se tenta transmitir aos outros. Aos que começam agora.

O documento é o seguinte:
Technology and Motivation:
Can Computers Motivate Students to Read?

por Quality Quinn, senior advisor to CompassLearning and noted author and literacy consultant e está disponível em http://www.compasslearning.com/CompassFileUpload/60Technology_Motivation.pdf

Algumas ideias importantes:

A ideia de que uma das principais funções do professor é motivar, envolver, despertar a curiosidade.
“Motivation means having the desire and willingness to do something. Teachers who want to motivate
students to stay on task, increase their knowledge and skills, and improve their ability to process
information must guide the initiation, direction, intensity and persistence of learning behavior. But
how do we as educators do that?
Most researchers agree on the following five key factors that impact motivation:
• Challenge: Students are motivated when they are working toward personally meaningful goals
whose attainment requires activity at a continuously optimal level of difficulty. This condition is
known as the Zone of Proximal Development (Vygotsky) and is vital to the learning process. (…)”

A ideia de que, segundo a revisão da literatura, há, pelo menos 5 factores-chave que influenciam a motivação: desafio, interesse, grau de envolvimento, sucesso e recompensa.

“• Interest: Motivation is impacted by the learner’s level of interest in the activity. An optimal level
of discrepancy between present knowledge and skills, and what could be if the learner became
engaged in the activity, will influence motivation for the task. Novelty also initiates interest.
When the activity is novel, the learner may become curious about engaging in a new learning
experience. (…)”

• Level of Concern: Even the most disenfranchised student will respond to a concern for their
progress and well-being as people as well as learners. Students need to have consistent and
authentic feedback. (…)”

• Success: When students discover or are put in a situation to feel satisfaction and accomplishment,
it initiates motivation or continues it. (…)”

E agora a ideia principal, na minha opinião: a de que é uma tarefa árdua a do professor,  ter todos estes níveis em conta, continuamente (e eu acrescentaria, e ensinar num contexto de uma avaliação formativa autêntica) e que as tecnologias da informação e a sua capacidade de armazenar, responder, diferenciar, agregar e desagregar de múltiplas e atractivas formas revelam que a tecnologia e a motivação são importantes aliadas.

“Given these five motivation-influencing elements, the case can be made that the teachers’ shoulders
are not broad enough to assess, design, and apply supplemental reading and writing to every belowlevel reader at the appropriate level of difficulty. However, when you examine the fundamental strengths
of information technology—specifically software—and its ability to store, respond, differentiate,
aggregate, and disaggregate in vivid, multi-modal ways, it is clear that motivation and technology are
a “natural pairing.” If you don’t believe the research, ask a student. As one student boldly put it, “The
computer doesn’t think I’m stupid!” “

Manifesto para uma mudança educativa (tradução de um post de Mario Aller)

[O texto que se segue é a minha tradução, devidamente autorizada, de um post de Mario Aller publicado em http://contomundi.blogspot.com/2010/08/manifesto-para-un-cambio-educativo.html.]

“Fernando Santamaria recolheu no seu blogue um manifesto que surgiu na web há algumas semanas. Graças ao seu trabalho, que é sempre muito interessante, podemos conhecer melhor esse documento para a aprendizagem do século XXI, pois é esse o seu nome. As ideias gerais dessa proposta para uma mudança educativa são as seguintes:

  1. Cultivar a criatividade: dar mais importância às capacidades que ajudarão os jovens  a progredir no século XXI, ou seja, o pensamento crítico, a resolução de problemas, a aprendizagem colaborativa, a adaptabilidade, a iniciativa, a capacidade de aceder e analisar a informação, a curiosidade e a imaginação.
  2. Fomentar uma aprendizagem flexível: organizar a aprendizagem em torno de projectos e estudos a curto prazo. Envolver-se num trabalho baseado em projectos do mundo/vida real, impulsionado por uma investigação relevante e rigorosa.
  3. Confiar nos alunos: fomentar a aprendizagem em grupo e permitir que os alunos se ensinem uns aos outros. Oferecer mais alternativas sobre como mostrar o conhecimento e as competências, provas de aptidão, habilidade, bem como de memorização e incluir os créditos obtidos através de actividades extra-curriculares.
  4. Fim do ciclo de uma avaliação apenas sumativa (all in one): introduzir um sistema de avaliação contínua e flexível que permita avaliar o trabalho à medida que vai sendo realizado. Fomentar a auto-avaliação, a hetero-avaliação e uma avaliação baseada em portefólios.
  5. Adoptar a diversidade: vivemos numa sociedade diversa e multicultural. As nossa escolas deveriam reflectir esse facto num currículo que tenha em conta conhecimentos prévios, opiniões e capacidades diversificadas.
  6. Promover o respeito mútuo: desenvolver uma cultura de mútuo respeito e aprendizagem entre aquele que ensina e aquele que aprende. O contexto não é o de um versus trinta.
  7. Investir e construir sobre espaços de aprendizagem físicos: adoptar todo o potencial dos meios de comunicação social, tecnologias e jogos, meios virtuais de aprendizagem e plataformas de aprendizagem alternativas.
  8. Repensar o papel dos professores: permitir que os professores actuem como guias e não como juízes de resultados, fazendo com que lhes seja mais fácil diversificar os seus gestos de acordo com as circunstâncias, as temáticas e a as preferências dos estudantes.
  9. A prova futura: a tecnologia e a cultura estão a mudar a um ritmo muito rápido. Necessitamos, assim, de desenvolver um currículo responsável que permita a escolas e professores responder com rapidez ao novo conhecimento, à cultura viva e às tecnologias emergentes.
  10. Aula global: vivemos numa sociedade global. O nosso contexto de aprendizagem deveria reflectir essa situação. para navegar num mundo do século XXI necessitamos ser cultos numa sociedade multicultural, saturada de meios de comunicação e altamente tecnológica. Agora podemos fazer isso mediante projectos colaborativos significativos com estudantes de qualquer parte do mundo.

Stephen Downes é um dos autores que também mencionaram esta iniciativa. Foi assim descoberta a existência de outro manifesto de professores italianos “para que a escola funcione”; porque em todas as partes do mundo educativo se buscam soluções para os seus problemas. É uma evidência que os professores começam a mobilizar-se, também nos novos meios, e a formular ideias diversas mas, ao mesmo tempo, complementares. Parece-nos que a Internet e as redes sociais estão a transformar o mundo numa sala de aula grande, muito grande…”

Mudança

Imagem retirada de http://araparigadospostais.blogspot.com/2009_01_01_archive.html

Ao ler este texto de Mario Aller e tomar conhecimento do artigo de Fernando Santamaria, rapidamente recordei uma iniciativa portuguesa de há alguns meses atrás, cuja conclusão aguardo ansiosamente. Trata-se do “Manifesto pela Criatividade e Colaboração no uso da Web 2.0 nas Escolas Portuguesas” uma ideia do colega João Lima (http://twitter.com/jdlima) que, aproveitando o élan de redes sociais com o Facebook e o Twiiter e, mais tarde, a colaboração da Interactic 2.0 solicitou a colaboração de todos aqueles que quisessem dar o seu contributo para uma mudança de mentalidades na escola portuguesa.

João, sabemos que és um homem de mil ideias e projectos mas…. este não é para deixar na gaveta, pois não? Força! Aguardamos a síntese desse documento que ainda podemos ler por aqui.

Alfabetização, Letramento e tecnologias: estratégias para a sala de aula


Esta apresentação da minha querida colega brasileira Fátima Franco (no Interdidatica 2009, em Junho) pode ser vista aqui.

Entretanto, os blogues de vários colegas brasileiros com os quais já tive o prazer de trabalhar e/ou interagir foram destacados pelo site do Instituto Claro. vale a pensa conhecer aqui.