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Na sala de aula. Do futuro?

[comentário feito a um post no FB do José Paulo Santos a propósito do que chamou “sala de aula do século XXI” ilustrando a foto de uma sala de aula de uma escola portuguesa HOJE]

A esta hora não vou acrescentar grande coisa aos belos comentários que suscitaste José Paulo mas…também não podia deixar de vir agradecer à Rosalina a simpática menção. Obrigada R.!

Quanto à sala de aula que se quer diferente… não sei se século XXI ou não…. É mais século XXI porque tem um pc na secretária do professor com um software para registo de sumários e faltas, ligação á internet e um QIM?

Se há coisa que me faz confusão são estas etiquetas que gostamos de colar às coisas que procuramos compreender. Como se só o termos a etiqueta já resolvesse meio problema. E temos então os “nativos digitais” e a “sala de aula século XXI”, por exemplo. Quer queiram quer não, desde 1 de janeiro de 2000 somos, salas, professores, alunos e pais dó século XXI :o)

Mas não aconteceu nenhum passe de magia pois não? não aconteceu nada de mágico porque colocaram um QIM na sala de aula de um certo professor; mas pode ter acontecido cada vez que ele desarrumou a sua sala toda desde o 1º ano em que deu aulas. Não estava no Programa, não viu acontecer na aula da Orientadora pedagógica, não saiu em Decreto. Apenas leu umas coisas daquilo a que se chama Aula Moderna; não esperou até receber formação. Sentiu necessidade (e desejo) de mudar.

Se tivesse todos os dias aulas numa sala como esta http://fcl.eun.org/about;jsessionid=E2E2311D6E91DB53E378A861A10E2753 as suas aulas podiam continuar a ser uma “seca”; era sempre possível continuar a ter um método de ensino mais tradicional. Se a sua sensibilidade não fosse outra.

Penso que as mudanças podem acontecer, serem lentamente preparadas e induzidas devido a alguns fatores:

– liderança; deixemo-nos de coisas, isto de um líder de escola que fomente e incentive a inovação é mesmo muito importante;

– formação; não necessariamente da tutela, mas procurada, preparada, buscada e conseguida pela própria escola; só esta semana ocorreram pelo menos dois eventos de dimensões consideráveis, sobre inovação de praticas ligadas ás TIC, com origem em Agrupamento de Escolas, com empenho das respetivas pte e proporcionando, sem dúvida, importantes momentos de reflexão e trabalho;

– partilha de boas práticas (o stor  tem um problema para resolver, algo na sua aula não está bem, não estão os resultados, não está o envolvimento dos alunos, não está o seu  próprio entusiasmo mas… ali ao lado, no FB, seja onde for, tem oportunidade de perceber que há outras experiências, vai tentar perceber o que pode mudar… faz a primeira experiência – mesmo que tenha sido para a aula assistida durante o período de avaliação docente 😉 – e…resulta…continua então….e vai mudando…

– por fim, existência de equipamentos e possibilidade de flexibilidade no seu manuseamento.

– envolvimento dos pais e sobretudo das suas Associações; mas um envolvimento positivo; eu educo, o Sr. Ensina e eu gostaria que envolvesse mais o meu filho, que ele se sentisse o centro, o responsável pela sua própria aprendizagem.

Numa sala de aula do século XXI, expressão catita para dizer, penso eu, numa sala de aula inovadora e atual, ligada à vida real, a questão não é só a tecnologia, é aquilo que a tecnologia potencia, a criatividade, o trabalho em equipa, a autonomia, o respeito pelas necessidades e ritmos de cada um.

Um grande abraço e bom fim de semana!

Como pode uma ActivClassroom dar vida à Aprendizagem?

Tenho estado a (re)descobrir a resposta a esta pergunta, visualizando os excelentes vídeos produzidos por professores disponíveis aqui:

The ActivClassroom Film Festival Video Contest 2010

De facto, é uma pergunta que faz todo o sentido e que também traduz a minha experiência como utilizadora sistemática dos Quadros Interactivos em sala de aula. A presença de um QI em todas as minhas aulas trouxe várias mudanças. Em primeiro lugar, à minha própria organização; todas as semanas preparo um ou mais flipcharts com as aulas da semana seguinte, sumários arrumados, conteúdos sistematizados, inclusão do manual digital e actividades interactivas. Depois, a própria estruturação dos diversos momentos da aula: em alguns o QI está ligado e é usado por mim, noutros fica off, noutros ainda é dominado pelos alunos.

Talvez seja nos alunos, na sua atitude e postura, que se notem as maiores diferenças. Foi com bastante prazer que ouvi os representantes das várias turmas na reuniões de CT intercalares deste ano fazerem a avaliação das aulas de Língua Portuguesa. “Então, como correm as coisas?” pergunta a Directora de Turma; resposta “Ah, em Português correm sempre bem, a professora usa o QI e nós gostamos muito, as aulas são diferentes.“. Recordo uma reunião particular, depois de os alunos terem saído, eu ter sido questionada pelos colegas: “Mas os quadros interactivos não podem ser remédio para tudo!!!” ao que respondi “Não, não podem mas introduzem mudanças muito significativas e positivas. Por que razão não experimentam?… de uma forma sistemática?“.

Nos diversos vídeos que referi não vemos apenas exemplos de diversos usos do QI (e outros elementos de uma ActivClassroom) numa sala de aula mas sobretudo testemunhos de alunos e professores sobre a magia de uma sala de aula profundamente inovadora e envolvente.

Este último adjectivo traduz, na minha modesta opinião, todo o segredo dos materiais Promethean: o envolvimento de todos os actores no processo de construção de uma aula eficaz. Quando alguém me pede conselho sobre a aquisição e utilização de quadros interactivos – o que acontece com alguma frequência dado o meu trabalho nesta área e a minha participação na Rede Interactic 2.0 – é sem hesitação que recomendo os recursos da Promethean. Faço-o por diversas razões:

– a qualidade física dos equipamentos;

– o excelente software que os acompanha (ActivInspire);

– a fantástica rede que apoia os professores (com formação, recursos, partilha,…).

Outros dos aspectos fundamentais que se podem observar nestes vídeos cuja visualização recomendo são as profundas alterações à organização do espaço da sala de aula: turmas com menos de 20 alunos, sala rica em materiais diversos e atraentes, presença de computadores, mecanismos de voto, um ou mais QI, etc. De facto, é importante perceber o mais depressa possível que não interessa apenas dotar uma sala de aulas com um quadro interactivo e esperar que tudo mude; é urgente dotar os professores de formação mas principalmente fazer todos os agentes educativos reflectir nas mudanças maiores que é preciso realizar para que, definitivamente, tenhamos uma sala de aula do século XXI, uma sala de aula onde aprender seja um prazer, onde professores e alunos encontrem motivação.

razão para pensar… se me perguntarem se podia viver/ensinar sem um quadro interactivo…

…responderia: Poder, podia mas não era a mesma coisa! 😉

A magia do QI e do ActivInspire


Esta semana ficará marcada para mim como aquela em que início um uso mais frequente e suportado do Quadro Interactivo que tenho nas 3 salas em que uma vez por semana tenho cada uma das minhas turmas do 7º ano.

Já deverá ser o 4º recurso que faço e a 3ª vez que uso o Quadro mas senti que hoje é que era a sério, já não deveriam existir contrariedades – isto apesar de o software ter bloqueado mais de 4 vezes 😉

As reacções são extraordinárias. nada que eu não soubesse já mas… a sua força e impacto são tais que me levam a registá-lo aqui.

Em primeiro lugar, uma agitação enorme: parece que tínhamos um brinquedo novo na sala; a turma até ali calma fica agitada, todos querem vir ao quadro e zanga-se se por acaso deixo algum pegar na caneta duas vezes e ao outro apenas uma. É novidade…. não espero esta agitação durante muito tempo.

Depois…. o principal: o aumento da atenção ao conteúdo da aula, o aumento do desejo de participação, o dedo no ar de tantos alunos que… antes por vários motivos, entre eles, decerto o receio de errar, preferiam que a professora não os chamasse….

O momento mais bonito para mim foi quando… no final…. um aluno tímido, dos que têm dificuldades na minha disciplina…… dos que preferem que não lhe diga nada se aproxima de mim e pergunta “Ó professora, foi a professora que fez isto?” e eu digo “Sim, porquê?” e ele responde com um sorriso enorme “É fixe!!!”.

:-))))

[imagem retirada da wiki; “What is ActivInspire?” disponível em: http://cff.wiki.cvsd.k12.pa.us/ActivInspire ]

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