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Últimas tarefas

Terminei hoje o texto de apresentação da unidade didáctica durante a qual pretendo realizar a recolha de dados para a tese. Texto e Grelha estão já nos Arquivos. Enviei-os quer para o orientador, quer para os dois contactos que irão funcionar como “peer-review“. Aguardo com alguma ansiedade o feedback.
Entretanto, prosseguem as leituras. Uma das últimas é o artigo “Alternative Assessment” de Caroline Gipps e Gordon Stobart, publicado em 2003, no International Handbook of Educational Evaluation, pp. 549-576.
O conceito de Avaliação Alternativa é visto essencialmente como uma abordagem que torna a avaliação parte integrante do processo de ensino e que é concebida para avaliar o desempenho. Neste sentido, defendem os autores que corresponde a uma alteração no paradigma educacional. Pressupõe uma relação próxima entre as tarefas de aprendizagem e os objectivos de instrução. Encara a aprendizagem como um processo no qual o aluno constrói activamente o seu conhecimento e cuja participação no processo avaliativo reflecte uma apreciação do padrão de desempenho necessário, bem como uma auto-regulação da aprendizagem.
O artigo discute termos como “competência”, “feedback” e “sucesso” no contexto de uma análise mais alargada de dois paradigmas educacionais: o tradicional e o alternativo.
Num próximo registo, hei-de voltar a este texto. Hoje apenas há tempo para destacar a seguinte citação que refere uma nova visão da Aprendizagem, baseada num enquadramento conceptual cognitivista e construtivista e sintetizada por Shepard (2000) in “The role of classroom assessment in teaching and learning” publicado no “Handbook of research in teaching” (índice) com edição de V. Richardson, American Educational Research Association:

Princípios de uma nova visão da aprendizagem (no contexto da qual surge a avaliação alternativa):

“(i) intellectual abilities are socially and culturally developed; (ii) learners construct knowledge and understanding within a social context; (iii) new learning is shaped by prior knowledge and cultural perspectives; (iv) intelligent thought involves «meta-cognition» or self-monitoring of learning and thinking; (v) deep understanding is principled and supports transfer; (vi) cognitive performance depends on dispositions and personal identity.”

A partir deste enquadramento, podem definir-se as seguintes caracteísticas da avaliação:

“(i) involves challenging tasks to elicit higher order thinking; (ii) adresses learning processes as learning outcomes; is a on-going process, integrated with instruction; (iii) is used formatively in support of student learning; (iv) makes expectations visible to students; (v) involves students actively in evaluating their own work; (vi) is used to evaluate teaching as well as student learning.” (p. 553).

3ª reunião com o Orientador

Esta semana só houve tempo para uma reunião rápida com o Orientador da tese. De qualquer modo, com aquele senhor, quaisquer 5 minutos são momentos valiosos de enriquecimento e aprendizagem. Vamos directos às questões. É um prazer trabalhar com ele. Sempre gostei da sua clareza, inteligência e grau de exigência. Tenho muita sorte.
Mas adiante…
Entreguei a reformulação do 1º capítulo consoante as indicações já referidas.
Entreguei também, e foi isso essencialmente que estivemos a analisar, um primeiro esboço da unidade didáctica (aqui) durante a qual pretendo realizar a minha recolha de dados. O professor irá pôr-me em contacto com uma colega da m inha área que fará a revisão da minha documentação. Óptimo!
Havia algumas dúvidas e questões de base que eu levava: estando a trabalhar no âmbito da promoção de competências deverei referir objectivos?; haverá algum problema em trabalhar uma obra de literatura brasileira?, dado que a Compreensão e Expressão Oral são inerentes a qualquer aula de Língua Portuguesa, deverei considerá-las na unidade?, devo manter a separação entre estratégias presenciais e online?…
Enquanto esperava, comecei a delinear uma grelha de planificação semanal, aula a aula (serão duas aulas de hora e meia por semana, ao longo de, pelo menos, 3 semanas). No entanto, essa tarefa fica adiada pois até amanhã à noite tenho de preparar um texto descritivo da unidade apresentada. Assim, as “instruções” desta semana são as seguintes:

– detalhar a planificação geral (evidenciando as tarefas de ensino.aprendizagem e as tarefas de avaliação)
– fazer uma introdução escrita sobre o que se pretende com a unidade, quais os meus papéis, qual o contexto e qual o papel do alunos com e sem tecnologias. (Discutiu-se a questão dos “instrumentos” de avaliação e, bem vistas as coisas, vou optar por “tarefas” ou “estratégias”. Também é preciso não esquecer que entre as duas últimas colunas da tabela que concretiza a unidade – situações de aprendizagem e tarefas de avaliação – deve existir uma coinciência.)
– é fundamental que se perceba que os alunos irão aprender “isto” ou “aquilo”, qual vai ser a natureza das tarefas apresentadas, se serão individuais ou em grupo. Cada período deve clarificar uma a uma estas ideias.
– os “objectivos a atingir” são, afinal, um foco essencial da questão: o que é que se pretende que os alunos aprendam?, o que é que é essencial e estruturante?, de que forma irei ter a certeza, no final, que os alunos aprenderam ou não (e agora interrogo-me de que forma essa forma – passo a redundância – irá ser diferente do modo como eles aprendiam até agora já que o modo como se ensina é claramente diferente?)
– não esquecer de que haverá um foco muitíssimo importante na avaliação formativa: quais as formas previstas de feedback para os alunos?, o feedback será oral e/ou escrito?, (como, quando, onde e porquê?), afinal a avaliação será formativa porque….
– poderá haver como parte integrante da recolha de dados um momento de avaliação sumativa, um juizo global sobre as aprendizagens realizadas.
– a avaliação e a recolha de dados serão feitas via teste ou via entrevistas orais a grupos de alunos.
– será também interessante solicitar uma reflexão escrita (mais ou menos um comentário, orientado) a alunos de diferentes géneros e níveis (seis alunos, por exemplo).

Bom, ao trabalho!

Um blogue como revisão de literatura…

… é de certa forma o conceito que está subjacente a este meu trabalho dado que aqui vou apresentando, entre outras coisas, algumas das referências incontornáveis da minha tese. Hoje descobri que Ulises Ali Mejias um investigador norte-americano de origem mexicana aborda esta temática (entre várias outras interessantes) no seu site.
Vale a pena ler.

A não perder

Descobri hoje este website através de um outro link enviado pela Cris. Parece-me incontornável e só o título diz tudo: “LITERATURE REVIEW OF E-ASSESSMENT.” (Página html aqui / Pdf aqui)O aspecto da 1ª página é este:

Encontra-se aqui e gostaria de destacar o seguinte do prefácio:

In recent years, however, working in the field of education and technology, it has become clear that anyone with an interest in how we create equitable, engaging and relevant education systems needs to think long and hard about assessment. Futurelab’s conference ‘Beyond the Exam’ in November 2003 further highlighted this point, as committed and engaged educators, software and media developers came together to raise a rallying cry for a rethink of our current assessment practices.” Keri Facer, Director of Learning Research, NESTA Futurelab.

Artigos a ver melhor:

Os publicados pela ABED – Associação Brasileira de Educação à Distância:
. Definindo Critérios para um Curso de Leitura e Produção em Língua Portuguesa Via Web
. A Avaliação como Prática Pedagógica . O Estudo a Distância com Apoio da Internet
. O Que os Aprendizes Esperam dos Professores na Educação a Distância On-line?
. WEBQUEST: Protótipo de um Ambiente de Aprendizagem Colaborativa a Distância Empregando a Internet
. Utilização do Portfolio na Avaliação do Ensino a Distância

Notas da 3ª reunião de Mestrado

Apesar de já ter tido lugar no dia 12 de Janeiro, quero aqui deixar as notas mais importantes da 3ª reunião com o Orientador da Tese.

Título da Tese – a rever e encurtar (como já foi referido aqui).
Impressão genérica acerca do Capítulo I da Tese (Introdução): Boa – contido, bem fundamentado e bem explicado.
APA – rever alguns aspectos nomeadamente algumas citações, pontos e maiúsculas nas referências.
Alguns períodos demasiado longos.
Falta de referência em algumas afirmações.
Incluir subdivisões:
Enquadramento geral – definindo de forma inequívoca um problema (com base na opinião de investigadores… há necessidade de investigar como é que os alunos aprendem quando a avaliação é formativa no contexto de uma comunidade virtual de aprendizagem;
Questões de Investigação;
Relevância / oportunidade / utilidade da temática – que esta investigação tem; real valor científico, pedagógico e prático;
Apresentação da estrutura da tese;
Definição de Termos – decidir se se mantém aqui ou se será feita ao longo do trabalho e apoiada por referências.
Devo explicitar quais vão ser as aprendizagens (qual o domínio do currículo que vai ser tratado), que competências e saberes vão ser desenvolvidos.
Não referir já a metodologia a adoptar. Sobre esta: ter cuidado com a credibilidade; ela terá que evidenciar o que acontece com objectividade –> triangulação de metodologias e de investigadores.
Manter um Diário de Bordo (ao longo do domínio do currículo que demore sensívelmente 3 semanas, talvez já antes). Deverá ser construído ao final do dia registando reflexões sobre o que é o foco da minha investigação:
. tarefas de avaliação
. reacções dos alunos
. como me senti
. como escrevem no blogue
. como aproveitam o meu feedback
. etc., etc.
–> retrato subjectivo mas fiel do que se está a passar; registos mais breves (bloco de notas); observação mais deliberada (real e do ambiente virtual – permite categorizar melhor o tipo de contribuições) –> INICIAR JÁ!
Falar sobre o ensino-aprendizagem da língua portuguesa (conteúdos, competências). Depois, terei que consultar alguém com frequência e incluir esse aspecto na metodologia (1/2 dúzia de páginas).
Na tese haverá ainda que incluir o seguinte:
– tarefas avaliadas através do blogue
– grelhas de planificação (entregar já uma proposta de planificação das 3 semanas a observar, incluindo estratégias e tarefas de avaliação).
– grelhas de avaliação
– lista de pré-requisitos
– grelhas (muito simples) de observação de aula
– relato do que se fez presencial e virtualmente e como se fez a articulação entre ambos.
A observação de aulas será feita por mim e outras duas pessoas em simultâneo com regras diferentes: uma “mais esclarecida” sobre os objectivos e outra mais à-vontade que apenas registe o mais interessante, o mais problemático, etc.

E acho que é tudo. Entretanto, hoje recebi comentários muito favoráveis, elogios de colegas sobre o “Sítio da Prof. Teresa” e enriqueci o site um bom bocado. Ver aqui, principalmente a parte que se refere aos materiais.

Trabalhos paralelos

Depois de terminada a revisão do 1º capítulo, tenho de me dedicar à planificação da unidade sobre a qual se debruçará a minha tese, bem como estruturar as actividades de avaliação formativa que incidirão sobre ela. Tenho continuado a desenvolver o website de trabalho com os alunos e o blogue que o apoia. Iniciei igualmente um podcast para poder ter, de forma mais acessível, registos audio de apoio às aulas.
No Podcast recebi, esta semana, um simpático comentário do Escola.br do Brasil. Através deles, tomei conhecimento de uma ferramenta de Webquests. Já tinha realizado pelo menos uma mas esta hipótese parece-me bem interessante.

Não esquecer…

…de acrescentar à minha Bibliografia esta referência:

Moore, A. B. & Brooks, R. (2000). Learning communities and community development: Describing the process. Learning Communities: International Journal of Adult and Vocational Learning, Issue No.1(Nov), 1-15.

Em: http://www.crlra.utas.edu.au/Pages/files/journal/articles/iss1/1Moore&B.pdf

PS. Este blog é cada vez mais o meu bloco de notas online. Só espero não o perder!

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