3ª reunião com o Orientador

Esta semana só houve tempo para uma reunião rápida com o Orientador da tese. De qualquer modo, com aquele senhor, quaisquer 5 minutos são momentos valiosos de enriquecimento e aprendizagem. Vamos directos às questões. É um prazer trabalhar com ele. Sempre gostei da sua clareza, inteligência e grau de exigência. Tenho muita sorte.
Mas adiante…
Entreguei a reformulação do 1º capítulo consoante as indicações já referidas.
Entreguei também, e foi isso essencialmente que estivemos a analisar, um primeiro esboço da unidade didáctica (aqui) durante a qual pretendo realizar a minha recolha de dados. O professor irá pôr-me em contacto com uma colega da m inha área que fará a revisão da minha documentação. Óptimo!
Havia algumas dúvidas e questões de base que eu levava: estando a trabalhar no âmbito da promoção de competências deverei referir objectivos?; haverá algum problema em trabalhar uma obra de literatura brasileira?, dado que a Compreensão e Expressão Oral são inerentes a qualquer aula de Língua Portuguesa, deverei considerá-las na unidade?, devo manter a separação entre estratégias presenciais e online?…
Enquanto esperava, comecei a delinear uma grelha de planificação semanal, aula a aula (serão duas aulas de hora e meia por semana, ao longo de, pelo menos, 3 semanas). No entanto, essa tarefa fica adiada pois até amanhã à noite tenho de preparar um texto descritivo da unidade apresentada. Assim, as “instruções” desta semana são as seguintes:

– detalhar a planificação geral (evidenciando as tarefas de ensino.aprendizagem e as tarefas de avaliação)
– fazer uma introdução escrita sobre o que se pretende com a unidade, quais os meus papéis, qual o contexto e qual o papel do alunos com e sem tecnologias. (Discutiu-se a questão dos “instrumentos” de avaliação e, bem vistas as coisas, vou optar por “tarefas” ou “estratégias”. Também é preciso não esquecer que entre as duas últimas colunas da tabela que concretiza a unidade – situações de aprendizagem e tarefas de avaliação – deve existir uma coinciência.)
– é fundamental que se perceba que os alunos irão aprender “isto” ou “aquilo”, qual vai ser a natureza das tarefas apresentadas, se serão individuais ou em grupo. Cada período deve clarificar uma a uma estas ideias.
– os “objectivos a atingir” são, afinal, um foco essencial da questão: o que é que se pretende que os alunos aprendam?, o que é que é essencial e estruturante?, de que forma irei ter a certeza, no final, que os alunos aprenderam ou não (e agora interrogo-me de que forma essa forma – passo a redundância – irá ser diferente do modo como eles aprendiam até agora já que o modo como se ensina é claramente diferente?)
– não esquecer de que haverá um foco muitíssimo importante na avaliação formativa: quais as formas previstas de feedback para os alunos?, o feedback será oral e/ou escrito?, (como, quando, onde e porquê?), afinal a avaliação será formativa porque….
– poderá haver como parte integrante da recolha de dados um momento de avaliação sumativa, um juizo global sobre as aprendizagens realizadas.
– a avaliação e a recolha de dados serão feitas via teste ou via entrevistas orais a grupos de alunos.
– será também interessante solicitar uma reflexão escrita (mais ou menos um comentário, orientado) a alunos de diferentes géneros e níveis (seis alunos, por exemplo).

Bom, ao trabalho!

Related Posts with Thumbnails

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *