Um post sobre a Interactic 2.0: "Cem mil visitas nesta também minha casinha :-)"

Publiquei hoje no meu blogue da comunidade Interactic 2.0:

Acabo de tentar lançar mais uma discussão aqui nesta rede.
Lancei um post no Fórum Notícias onde perguntei, a propósito das 100 000 visitas, o seguinte:

O que tem sido,… o que é a rede Interactic 2.0 para ti?
De que modo é que ela tem sido importante no teu desenvolvimento profissional?
Como gostarias que ela evoluísse?
Qual o contributo que estás disposto a dar?

Agora, reparei no título deste post… pois…. a forma como sinto a Interactic 2.0 é esta: o Zé Paulo abriu as portas desta sua “casa” e eu entrei, calcei os chinelos e sentei-me à lareira 🙂
Esta metáfora de Inverno serve apenas para ilustrar como eu rapidamente me senti e sinto ainda bem aqui.
Vou procurar responder com a sinceridade que me caracteriza às questões que eu própria enunciei.

Durante muito tempo, senti-me mais estranha do que me sinto hoje. Sempre tive muita vontade de fazer de novo, fazer diferente, de não usar sempre o manual porque não fazia muito sentido algumas vezes dadas as necessidades específicas dos alunos com que trabalhava. Sempre gostei de fazer os meus próprios recursos, tantas vezes reinventando, adaptando. Sempre tive muita pena de a escola, tal como está organizada, não nos deixar tempo para produzirmos recursos em equipa, para trabalharmos mais interdisciplinarmente, para fazermos trabalho de projecto… para pensar a forma de ensinar, de envolver, de despertar o amor por aprender e só depois, em avaliar, preocupar com os maus resultados…. ver o aldo positivo.

No que toca às tecnologias, então…. pior… eu era a maria-rapaz que andava a montar e desmontar, a instalar e desinstalar, a apagar fogos…. e sempre me senti muito sozinha… ás vezes ainda me sinto quando me dizem “ah, eu não tenho tempo pra isso….”

Á medida que fui publicando em rede (a partir de 2003, com algumas coisas pequenas antes) fui sendo contactada por outras pessoas. Fui eu própria contactando outros… comentando… linkado…. estendendo os braços de uma rede informal que cresceu imenso e que se tornou a minha rede de apoio e aprendizagem.

Um dia… há cerca de dois anos (parece pouco mas têm sido intensos e bem vividos) recebi um mail de um tal de José Paulo Santos a convidar para entrar aqui. Nem pestanejei. Só muito mais percebi que ele era o autor de um espaço que admirava, o DEEMO, só aos poucos fui conhecendo e aprendendo com o extraordinário trabalho que ele faz e que leva outros a fazer.

Depois, tomei a cargo esta difícil tarefa de administrar e animar a Rede o que nem sempre é fácil.
O que é esta Rede para mim? É MUITO! não consigo imaginar o meu trabalho sem ela; fez-me crescer imenso em termos de desenvolvimento pessoal. Aprendi muito na sua exploração; permitiu-me continuar de uma forma muito séria o trabalho do Mestrado. E permitiu-mo de uma forma essencialmente prática que, neste ponto da minha vida, é o que interessa mais.

Mas a Interactic 2.0 permitiu-me mais ainda. Fez com que conhecesse na realidade pessoas a quem hoje incluo no grupo dos meus amigos e que já conhecem um pouco da minha vida pessoal. Não vou referir nomes para não correr o risco de esquecer alguém mas… a todos…. o meu obrigado! de coração!

Eu gostaria que esta rede evoluísse no sentido de ver ainda mais partilha. Grande parte das vezes, o tempo que se tem é para aqui deixar um comentário breve. Um sugestão de link, a opinião sobre algo. Gostava de ver mais partilha de recursos. Mais trabalho colaborativo. Gostava que todas as semanas, pelo menos em dois grupos, houvesse algo de novo.

Gostava de organizar o almoço ou jantar interactic 2.0 … assim grande…. numa tenda para casamentos….. eheheh… isso significava que a Interactic dizia bastante a um número grande de pessoas e sonhar não custa 🙂

E agora… a parte realmente importante pois podem pensar que até aqui foi só poesia (verdadeira e bonita mas…) QUAL O CONTRIBUTO QUE ESTOU DISPOSTA A DAR?

Há várias iniciativas que tenho apresentado à Admin e que estão na calha: entrevistas, pequenos workhops (não nos esquecemos do questionário) e sobretudo… partilha… partilha…. partilha… quem me segue aqui, segue-me noutros espaços mais rápidos…. isso é bom.

Também posso perguntar: em que posso ajudar-vos?

Será possível resistir a um sonho?

Esta é a primeira vez que escrevo sobre o Second Life. Nunca me imaginei nessa segunda vida, dado que considero que o que faço e produzo em rede, embora seja bem feito e feito com prazer, já me rouba tanto tempo à minha primeira vida, a real. No entanto, não tenho dúvidas mesmo nenhumas que a minha vida real não seria a mesma sem a Internet; por todos os motivos e mais algum que não cabe aqui e agora referir.
O Second Life, precisamente por eu não ter qualquer cultura de jogo (só tive acesso a computadores na minha vida adulta e o tempo que tenho é usado para trabalhar ou alargar a minha PLN), sempre me pareceu ter um carácter lúdico potencialmente viciante; uma escapatória perigosa e consumidora de tempo. Não conheço muitas pessoas que por lá andem ou se o fazem, eu desconheço. As que conheço têm objectivos concretos para além dos sociais. São objectivos nos domínios empresarial e educacional. Não tenho por hábito falar daquilo que não conheço mas tenho tido a sorte de encontrar as pessoas certas. E, através de uma delas, vi este vídeo hoje. E, embora ainda não sinta essa vontade tão grande de imaginar um avatar, conceber um nome e uma identidade virtuais e, principalmente, porque ainda ninguém me tentou convencer de nada, confesso que, como educadora, como especialista em tecnologias educativas, o pouco que sei sobre o SL me leva já a imaginar produções de vídeos sobre figuras da literatura portuguesa, narrativas digitais encenadas por avatares vestidos a propósito, mini-aulas preparadas por alunos sobre conteúdos disciplinares, declamações de poemas, etc. Considero tudo isto muito possível mas sinto que, quer eu, quer os alunos, quer as escolas, ainda têm muito caminho a percorrer até poderem entrar, sem perigos, neste mundo.
Ainda assim, há dias tive o prazer de provocar algumas pessoas via Facebook para que divulgassem experiências de uso do SL na escolas Básicas e Secundárias portuguesas. Não obtive respostas 🙁
Sei que não tenho muitos leitores, mas deixo de novo esse pedido/provocação aqui.

Aqui fica o vídeo de um mundo no qual eu gostaria de entrar, nem que fosse para um evento como uma conferência, por exemplo 🙂

Tive o prazer de ver este vídeo aqui,sugerido por http://twitter.com/ccvirtual

Algumas coisas pelas quais estou grata – o quadro interactivo é uma delas

Este post também podia ser sobre as minhas andanças pelo twitter e as coisas boas que o passarinho azul já me trouxe mas esse ficará para mais tarde. Tenho de pensá-lo melhor 😉 Este, para fugir à regra, é o post que acabo d edeixar no meu blogue da Interactic 2.0.

Tenho, no twitter, vários followers dos Estados Unidos. Se, a principio, era algo que me provocava a minha admiração, agora cada vez menos me surpreendo. O trabalho que tenho feito em http://viagensliterarias.wordpress.com chegou aos EEUU e eu tenho-me habituado cada vez mais a tuitar em inglês.
A verdade é que começo a reconhecer que o recente investimento português em tecnologias nos dotou de equipamentos que nos vão permitir, se quisermos, aproximarmo-nos de práticas pedagógicas mais modernas e adequadas aos desafios de hoje em dia. Vai ser necessária muita formação e desejo de investimento e mudança por parte dos professores, muita motivação também (ou sobretudo?!) mas acredito que estamos no caminho certo.
Acontece frequentemente ler posts de colegas americanos e perceber que as suas questões e problemas são iguais aos meus, que os seus desafios não andam longe dos que eu enfrento, se bem que lá existam cargos como technologist officer e staff development officer e eu quase que me sinto essas duas coisas e mais uma, a principal, que é teacher.
Um dos meus followers partilhou hoje comigo pela segunda vez o seu post. Recomendo a sua leitura. O título é “5 things I’m grateful for” e, embora o David diga que não surgem em nenhuma ordem especial, a verdade é que a 1ª ocupa também um lugar muito especial no meu coração: o ActivBoard.
Recomendo a leitura do post no blogue “Epic Epoch”. Eu li; gostei e comentei o seguinte:
“Hi there David! It’s really great this idea of yours: posting your thoughts and then sharing them with me through Twiiter being as I am… all across the Atlantic and having myteaching experience with technologies in a country so different. I loved to read this post. The first 4 things…. well…. I think they could be my favourite also 🙂 the last one… well I still have some issues with the hierarchy but I’m confident in the future.
Keep up the nice work! I think now I’m going to post about this interaction of ours on my Interactic.ning blog. Here: http://interactic.ning.com/ It’s a portuguese network but of course you’re invited :-)”

Conferência Inovar em Educação. Educar para a Inovação

Prólogo

Muito sinceramente não sei se as considerações que se vão seguir serão de alguém que procura inovar em educação, de alguém que também procura educar para a inovação e criatividade, ou ainda, de alguém que se dedica a tentar mostrar a outros algumas forma de inovarem também. Sei que as escrevo agora sentindo um cansaço extremo depois de semana e meia de aulas a alunos de 7º ano e workshops a professores do Ensino Básico. Faço-o porque, entusiasmada como sempre, o “prometi” de manhã. Aqui vão, não no meu melhor, mas….

Tive ontem a oportunidade de assistir a uma conferência de um Professor extraordinário, um líder na minha área de actuação (confesso que gostava de poder ter escrito de investigação mas… não…. não lhe posso chamar isso embora procure compreender, saber, em cada dia da minha vida). A motivação era enorme, maior ainda desde que tinha sentido o privilégio de saber que o Professor me seguia no Twitter e, além de já ter feito um RT meu, me tinha enviado uma DM muito simpática a agradecer a divulgação do evento. Eu sei que isto pode parecer ridículo para o comum dos mortais mas para quem tem uma existência em rede e um trabalho aí conhecido e divulgado, isto tem a sua dose de importância. Pronto, confessei 🙂

Os slides da conferência poderão ser revistos no final destas minhas considerações (espere…. não faça já scroll down e leia mais um pouco) e darão uma imagem da qualidade das reflexões com que o Professor António Dias de Figueiredo (sim, é dele que falo; conheça-o melhor em www.adfig.com) nos presenteou ontem num Ciclo de Conferências organizado pelo Doutoramento em Avaliação do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e apresentado pelo investigador e Professor que orientou a minha Tese de Mestrado, Domingos Fernandes.

No entanto, aquilo que vos deixo aqui é a visão, o olhar simples, da pessoa que sou, neste particular momento do meu percurso profissional: uma professora do Ensino Básico, ex-formadora do Ensino Profissional, formadora de professores e Mestre em Tecnologias Educativas, com uma presença em rede de 6 anos o que já parece bastante neste mundo em constante evolução.

Desde o primeiro momento, o Prof. ADFIG cativou a audiência ao referir a eventualidade de alguém pretender cobrir o evento pelo twitter e sugerindo a ashtag #eduinova mas referindo, logo a seguir, uma frase importante para reflexão “How often do you tweet when you make love” :-)))

Uma das primeiras ideias a reter, para mim que tenho bem presente o conteúdo de uma TED Talk de Sir Ken Robison (que viria a ser referida depois), foi a constatação de que grande parte dos nossos alunos não é inovador graças à escola mas apesar da escola. E de facto, a escola, tal como está organizada, pode ser um factor limitativo da criatividade (esta frase é minha que estou constantemente a dar a volta às coisas para conseguir introduzir, trazer ao de cima, alguma criatividade).

Em seguida, a ideia de que nada é verdadeiramente uma inovação se não permanecer. E aqui, dei por mim a pensar em todas as coisas que já fiz e faço para tentar perceber se afinal o convite que me tinha sido dirigido aqui teria sido acertado. Concluí que sim, que eu inovo ou, pelo menos, tento 🙂

Falou-se também da questão importantíssima de “produzir valor”; competência e criatividade já não são apenas factores de sucesso, são factores de sobrevivência no mundo do trabalho hoje em dia. É importante que os alunos, seja em que fase da sua escolaridade for, sejam educados para inovar e empreender, para construir autonomamente a sua capacidade para criarem valor.

A clarificação de conceitos como inovação incremental e disruptiva foi bastante importante também. Além de reflectir, aprendi imenso. O discurso do professor foi sendo, de vez em quando, pautado por frases emblemáticas como esta: “regar no deserto” que pretendia provocar a reflexão sobre o facto de a inovação incremental em educação ser ou não possível. Defendeu-se que é possível mas tem sucesso difícil, pelo que o percurso mais promissor para a educação é a inovação disruptiva (cresce discretamente nas margens do sistema até começar a transformá-lo de forma irreversível).

Foram dados alguns exemplos de inovações disruptivas nos sistemas escolares. E este foi um dos momentos particularmente importantes porque me relembrou um projecto meu que tenho tido muita dificuldade em fazer vingar; percebi que na sua concepção ele faz todo o sentido mas preciso de entender no que estou a falhar (além do desânimo provocado pelas resistências exteriores) – falarei dele oportunamente.

Exemplos de inovações disruptivas estão, penso eu, nos slides; eu anotei as seguintes:
– cursos para crianças sobredotadas;
– cursos para enriquecimento de crianças com necessidades educativas especiais;
– cursos opcionais sobre línguas… artes…
– apoio a distância para alunos com dificuldades…

Poderia ainda referir outras ideias mas vou saltar para as importantes conclusões finais, as mesmas que me fizeram sair de lá um pouquinho pensativa e ansiosa, reflectindo sobre o meu papel actual na escola, na rede, nos meios educativos.

Foi defendida a realização de parcerias duradouras entre unidades de investigação e comunidades escolares; a possibilidade, no fundo, de se realizarem projectos de investigação-acção e design-based research com equipas mistas de professores e investigadores.
A ideia parece-me não só excelente, como, pela minha experiência, detentora de muito muito sentido. Dei por mim a pensar que estou ali pelo meio pois, na verdade, a única ajuda que tive de uma instituição foram as aulas dos dois semestres de Mestrado e depois, em tecnologias, tenho feito muito sozinha e com a ajuda da minha personal learning network, a minha cada vez mais preciosa PLN 🙂
Dei por mim a pensar que já não sou uma professora apenas, mas também não sou uma investigadora; não sou apenas uma formadora de professores também… não sei como consigo ser um pouco de tudo isso e, talvez por isso é que podia ser bem melhor. E…. não sei que concluir…. se, a ser possível optar por uma área, ser apenas isso e melhor ou se a riqueza do pouco que já sei e que consigo fazer, vem precisamente daí, desses 3 olhares diferentes que tenho, dessas três experiências que vou reunindo e diversificando.

Aguardo os vossos comentários 🙂

A magia do QI e do ActivInspire


Esta semana ficará marcada para mim como aquela em que início um uso mais frequente e suportado do Quadro Interactivo que tenho nas 3 salas em que uma vez por semana tenho cada uma das minhas turmas do 7º ano.

Já deverá ser o 4º recurso que faço e a 3ª vez que uso o Quadro mas senti que hoje é que era a sério, já não deveriam existir contrariedades – isto apesar de o software ter bloqueado mais de 4 vezes 😉

As reacções são extraordinárias. nada que eu não soubesse já mas… a sua força e impacto são tais que me levam a registá-lo aqui.

Em primeiro lugar, uma agitação enorme: parece que tínhamos um brinquedo novo na sala; a turma até ali calma fica agitada, todos querem vir ao quadro e zanga-se se por acaso deixo algum pegar na caneta duas vezes e ao outro apenas uma. É novidade…. não espero esta agitação durante muito tempo.

Depois…. o principal: o aumento da atenção ao conteúdo da aula, o aumento do desejo de participação, o dedo no ar de tantos alunos que… antes por vários motivos, entre eles, decerto o receio de errar, preferiam que a professora não os chamasse….

O momento mais bonito para mim foi quando… no final…. um aluno tímido, dos que têm dificuldades na minha disciplina…… dos que preferem que não lhe diga nada se aproxima de mim e pergunta “Ó professora, foi a professora que fez isto?” e eu digo “Sim, porquê?” e ele responde com um sorriso enorme “É fixe!!!”.

:-))))

[imagem retirada da wiki; “What is ActivInspire?” disponível em: http://cff.wiki.cvsd.k12.pa.us/ActivInspire ]

Como levar mais professores a repensar o ensino, a aprendizagem e as tecnologias?


Tive hoje a oportunidade de ler um excerto de um blogue que o Paulo Simões (obrigada!) me fez o favor de recuperar na origem.

Aí podemos ler o seguinte:

The more “Ed Tech” conferences I attend, the more I see people there who don’t need to be there. If we are talking about real change in education, the kind that makes nervous people of those with big jobs in big companies that depend on education as a market, than we’ve got to get different people here.

Só este bocadinho me fez pensar e muito…. uma ideia, uma sensação que tenho já há algum tempo, uma tendência que gostaria de ver invertida.

Embora o equilíbrio que eu constantemente tento entre a minha vida pessoal, a imensa dedicação ao trabalho da escola (com alunos e não só) e o desenvolvimento do meu currículo e, sem dúvida, da minha PLN, não me deixem ultimamente muito tempo para ir às conferências e eventos que eu gostaria (o que às vezes chega a ser terrível pois há tanto que eu poderia partilhar e aprender), quando penso nos eventos em que tenho estado, quer como parte do público quer como comunicadora, fico com a sensação de que…. está lá a família toda. Ou seja, somos quase sempre os mesmos. Começamos a ser mais, já me sinto um bocadinho de 2ª geração (costumo pensar que a malta do Minerva é a da 1ª 😉 ) quando já vamos na 3ª e na 4ª… mas a verdade é que, embora tenha a consciência de que aqueles que lá estão serão, em princípio, agentes de mudança nas suas escolas, são poucos os apenas professores que ali estão.

Ou seja: gostaria que mais professores, tal como eu, a enfrentar o desafio diário de 3 ou mais turmas e do trabalho mais ou menos colaborativo nas escolas, estivessem ali a discutir a questão da educação das tecnologias, a aprender, a descobrir.

Quem está faz parte muitas vezes de um grupo líder ou com responsabilidades na área mas tão frequentemente afastado do desafio de 90 alunos por dia, de equipamentos novos, de contratempos, de constrangimentos…

E fico a pensar: o que podemos fazer para mudar isto?

Uma questão de presença ou uma questão de pertença? (sobre a chegada da comunidade Interactic 2.0 ao Facebook)

[Este é o post que acabo de tentar publicar na Interactic 2.0 mas que, por dificuldades técnicas ainda não foi possível. Acrescentei-lhe uns pózinhos]

É com agrado que vejo depois de alguns meses de reflexão e evolução 🙂 a Interactic 2.0 a afirmar-se ainda mais na Rede e em particular no Facebook.

O Paulo Simões diz dele mesmo “evangelizador do e-learning” uma expressão que sempre me fez sorrir mas a verdade é que nós somos, também aqui, “uma espécie de…”….disso mesmo…lol…evangelizadores pois descobrimos a boa nova e queremos levá-la o mais longe possível, espalhá-la, partilhar, partilhar, aprender cada vez mais 😀

Aparte esta minha alegoria religiosa. a verdade é que este sentimento de pertença tem sido fundamental, confesso-vos, não só para ao meu desenvolvimento pessoal e profissional como para minha vida pessoal. E não tenho vergonha nenhuma em afirmá-lo. Tenho aqui bons amigos. Embora tenha a sorte de estar numa escola onde tenho afectos, onde sou acarinhada e acarinho nos diversos sectores, a verdade é que esta é, sem dúvida, a minha sala de professores alternativa, onde por vezes encontro compreensão para desabafos e ajuda para aspectos que na outra não consigo encontrar.

Excelente este sentimento de pertença! Obrigada uma vez mais a todos por me fazerem tão orgulhosa desta comunidade não só como membro mas com administradora também!

O sentimento de pertença foi uma das primeiras coisas que quis estudar na formação de Comunidades Virtuais de Aprendizagem. Foi uma das minhas primeiras ideias para o Projecto da Tese. Tive várias. Depois, deixei-me consumir pela paixão, entusiasmei-me e entreguei-me à construção da minha própria CVA que desenvolvi durante 3 meses com os alunos e que estudei. Comecei a falar de CVA; terminei a tese falando de AVA (ambientes virtuais de aprendizagem).

A questão do “ambiente” virtual é fundamental; agora que sem dúvida construo o meu PLE – de que já falei aqui – e que percebo a sua importância fundamental no meu desenvolvimento pessoal e profissional, vejo com agrado como a presença numa rede social da comunidade que também administro e que, ao ritmo das minhas possibilidades, ajudo a construir pode ainda mais servir para enriquecer aqueles que connosco vêm ter e que acolhemos.

Em frente!

Histórias de usos das TEC EDU (o meu contexto)

Hoje desabafo.
E partilho aqui o que escrevi na Rede Interactic 2.0.

“Hoje quem desabafa sou e 😉 e este desabafo vem um pouco na continuidade da nossa troca de ideias sobre recursos educativos digitais produzidos por professores ou comerciais como os da Porto Editora (e que já continuámos a propósito do Magalhães, recorda-se?

Eu gostaria que uma das minhas utopias ou sonhos (o termo usado depende de querer dar uma visão mais ou menos positiva) do que penso e sinto sobre as tecnologias educativas fosse acreditar que a simples existência de recursos maravilhosos como a Escola Virtual fosse a chave de ouro para a mudança de postura de alguns professores, para uma mudança efectiva de estilos de ensino e aprendizagem, para uma entrada mais definitiva da escola no século XXI.Mas… não é! Conto-vos a minha história e o episódio que acaba de me acontecer hoje.

Para quem anda nisto da utilização em contexto educativo dos computadores e da Internet desde 2002/2003 a existência da escola virtual é um oásis. É um recurso com uma extraordinária qualidade que eu posso usar de modo crítico mas que está ali, com uma qualidade técnica que eu sozinha não conseguiria atingir, sendo que a qualidade pedagógica vai depender – e isso é importante não perder de vista – do uso que eu lhe der.Este ano a minha escola adquiriu uma série de assinaturas da escola virtual. O ano passado já o 2.º ciclo tinha usado; este ano (eu não fui consultada apesar de ser talvez a mais conhecedora da escola em termos de TE o que é bom pois significa que há um interesse acrescido de outros profissionais) a escola optou por adquiri uma série de licenças para professores. Eu, na minha ingenuidade, pensei que era adquirido um acesso por escola, para todos os alunos e todos os professores. Enganei-me! é à peça e por cabeça. Era só para alguns. Descobri-o quando pedi os meus dados de acesso. A resposta foi que eu não tinha pois tinham considerado que, como já produzia muitos recursos e sabia muita coisa (as palavras foram mesmo estas) não precisava. Então na minha área (LP) havia duas pessoas com acesso (a coordenadora que é do 2.º ciclo e uma colega do 3.º que me podiam emprestar o seu acesso – ooppsss, se calhar isto não era para dizer – desde que não usássemos em simultâneo (o que pelos vistos é impossível – hei-de experimentar).E pronto, mal apanhei há pouco a dita colega, pedi-lhes os dados. ela ficou tão surpreendida como eu ao saber que eu não tinha um login próprio. Deu-me os dados copiados à pressa numa folha, que estavam errados. Fui à promotora da iniciativa, pedi e já acedi.Ora, eu… a tal que não precisa… se tivesse aqueles dados na minha mão, já tinha arranjado 10 minutos para entrar, para explorar, para conhecer, para prever, para preparar….E é por ter esta atitude que eu sou a tal que já tenho muitas coisas feitas e já sei muitas mais….Não é porque tenha feito o mestrado em TE porque aí aprendi outras coisas muito importantes mas nem sequer foi o mestrado que me tornou mais sensível.O que me torna diferente de alguns mas tão próxima de tantos profissionais (todos os que encontro aqui nesta Rede, por exemplo) é uma vontade de mudar, de fazer diferente, é o entendimento de que não se pode ensinar da mesma forma, é a consciência do que já existe e o desejo de o usar, seja produzido por mim ou pela Porto Editora ou seja por quem for, sempre com um enorme respeito pela autoria alheia.

Obviamente que fiquei triste e obviamente que me sinto hoje mais extra-terrestre do que nunca mas… sabem uma coisa, o mais importante é que eu tenho o acesso da escola virtual e SIM, eu VOU USAR e com muito prazer e para enorme satisfação dos meus alunos que vêm motivados para as minhas aulas e me fazem uma professora feliz!”

Ensinar e aprender… algo de mágico?

A minha resposta a esta pergunta é… sim! Claro que aqueles que defendem que o ensinar não pode ser um processo afectivo, que o importante são os conteúdos, a forma “técnica” com os mesmos se transmitem e apreendem vão detestar esta minha lamechiche de professora mas… who cares?!
Penso muitas vezes que a professora que sou tem a ver com a aluna que fui e eu lembro-me de ser, na maior parte das vezes, uma cabeça no ar, sempre na lua ainda e tantas vezes na faculdade e, quantas vezes aí, ao fundo da sala ou do anfiteatro a mandar bilhetinhos. Fui também quase sempre irrequieta, um pouco maria-rapaz e… trabalhadora.
Não sei se consigo descrever-me como professora nem é essa a minha intenção mas, acredito que muito daquilo que o aluno aprende, não tem de ser necessariamente pelo professor, com o professor mas…. porque o professor….
Passo a explicar o meu jogo de
palavras. Na minha opinião, muito do que é ensinar passa por acordar os espíritos, conduzir, apoiar e espevitar cabecinhas. E isso, para mim, tem sem dúvida algo de mágico. Poucas sensações se compararão àquela que o professor tem quando ouve “Ah, consegui! estou a fazer isto… consigo, afinal fazer/entender aquilo… aprendi que….”. Ensinar é fazer o aluno descobrir que sabe fazer coisas que não imaginava que soubesse, que tem conhecimentos que não saberia que viria a ter e que lhe são e irão ser úteis, que tem capacidades extraordinárias, que o valor do seu esforço e trabalho compensam. Se isto não é magia, não sei o que será! 🙂
Hoje foi um dia mágico. Também foi um dia de guerra (ou apenas uma batalha) com um aluno particularmente desestabilizador e uma turma demasiado barulhenta. Mas também foi dia, com a mesma turma, de entusiasmo face à tarefa 5 do projecto @storias: “O meu conto dava um filme”. E só porque eu disse assim…. “bom… não sei… se calhar as personagens do vosso conto até podiam ser desenhadas no jogo The Sims” foi ver aquelas cabecinhas novamente a 200 à hora já a imaginar como podiam fazer e a querer trabalhar, trabalhar… eu não disse quase nada mas… que foi mágico, foi 🙂 fiquei feliz…outra vez….

E, por fim, o dia também foi mágico porque o meu querido amigo José Paulo Santos me visitou amavelmente na minha escola e fez uma breve sessão de demonstração do Quadro Interactivo ActivBoard e do software ActivInspire. Uma energia fabulosa, uma paixão contagiante… um trabalho de formação excelente que me deixou, uma vez mais, muito orgulhosa e feliz por, em rede, descobrir amigos assim. Muito obrigada! Espero que, com os meus workshops que se seguirão, a magia que despertaste faça nascer belos e interessantes recursos. Obrigada Zé!

NOTA: deixo duas ligações para dois importantes espaços em rede para a partilha de recursos para QI e outros rec. educativos ligados às TIC:

Promethean Planet – Portugal

Rede Interactic 2.0

Related Posts with Thumbnails