Esta é a primeira vez que escrevo sobre o Second Life. Nunca me imaginei nessa segunda vida, dado que considero que o que faço e produzo em rede, embora seja bem feito e feito com prazer, já me rouba tanto tempo à minha primeira vida, a real. No entanto, não tenho dúvidas mesmo nenhumas que a minha vida real não seria a mesma sem a Internet; por todos os motivos e mais algum que não cabe aqui e agora referir.
O Second Life, precisamente por eu não ter qualquer cultura de jogo (só tive acesso a computadores na minha vida adulta e o tempo que tenho é usado para trabalhar ou alargar a minha PLN), sempre me pareceu ter um carácter lúdico potencialmente viciante; uma escapatória perigosa e consumidora de tempo. Não conheço muitas pessoas que por lá andem ou se o fazem, eu desconheço. As que conheço têm objectivos concretos para além dos sociais. São objectivos nos domínios empresarial e educacional. Não tenho por hábito falar daquilo que não conheço mas tenho tido a sorte de encontrar as pessoas certas. E, através de uma delas, vi este vídeo hoje. E, embora ainda não sinta essa vontade tão grande de imaginar um avatar, conceber um nome e uma identidade virtuais e, principalmente, porque ainda ninguém me tentou convencer de nada, confesso que, como educadora, como especialista em tecnologias educativas, o pouco que sei sobre o SL me leva já a imaginar produções de vídeos sobre figuras da literatura portuguesa, narrativas digitais encenadas por avatares vestidos a propósito, mini-aulas preparadas por alunos sobre conteúdos disciplinares, declamações de poemas, etc. Considero tudo isto muito possível mas sinto que, quer eu, quer os alunos, quer as escolas, ainda têm muito caminho a percorrer até poderem entrar, sem perigos, neste mundo.
Ainda assim, há dias tive o prazer de provocar algumas pessoas via Facebook para que divulgassem experiências de uso do SL na escolas Básicas e Secundárias portuguesas. Não obtive respostas 🙁
Sei que não tenho muitos leitores, mas deixo de novo esse pedido/provocação aqui.
Aqui fica o vídeo de um mundo no qual eu gostaria de entrar, nem que fosse para um evento como uma conferência, por exemplo 🙂

Olá!
Quando vi aquele do Fernando Pessoa, acho que no Interactic 2.0, e outros acho que tive uma sensação semelhante à tua: entrar, exerimentar na minha área, a das Ciências…Mas… há por ai alguém que tenha tempo para me dar? 🙂
Tenho todo o gosto em ajudar todos os que quiserem aprender mais sobre a plataforma.
Parabéns pelo post.
Gostei muito e reflecte muito daquilo que defendo sobre o assunto 🙂
Cumprimentos.
Rui Lourenço