A minha resposta a esta pergunta é… sim! Claro que aqueles que defendem que o ensinar não pode ser um processo afectivo, que o importante são os conteúdos, a forma “técnica” com os mesmos se transmitem e apreendem vão detestar esta minha lamechiche de professora mas… who cares?!
Penso muitas vezes que a professora que sou tem a ver com a aluna que fui e eu lembro-me de ser, na maior parte das vezes, uma cabeça no ar, sempre na lua ainda e tantas vezes na faculdade e, quantas vezes aí, ao fundo da sala ou do anfiteatro a mandar bilhetinhos. Fui também quase sempre irrequieta, um pouco maria-rapaz e… trabalhadora.
Não sei se consigo descrever-me como professora nem é essa a minha intenção mas, acredito que muito daquilo que o aluno aprende, não tem de ser necessariamente pelo professor, com o professor mas…. porque o professor….
Passo a explicar o meu jogo de palavras. Na minha opinião, muito do que é ensinar passa por acordar os espíritos, conduzir, apoiar e espevitar cabecinhas. E isso, para mim, tem sem dúvida algo de mágico. Poucas sensações se compararão àquela que o professor tem quando ouve “Ah, consegui! estou a fazer isto… consigo, afinal fazer/entender aquilo… aprendi que….”. Ensinar é fazer o aluno descobrir que sabe fazer coisas que não imaginava que soubesse, que tem conhecimentos que não saberia que viria a ter e que lhe são e irão ser úteis, que tem capacidades extraordinárias, que o valor do seu esforço e trabalho compensam. Se isto não é magia, não sei o que será! 🙂
Hoje foi um dia mágico. Também foi um dia de guerra (ou apenas uma batalha) com um aluno particularmente desestabilizador e uma turma demasiado barulhenta. Mas também foi dia, com a mesma turma, de entusiasmo face à tarefa 5 do projecto @storias: “O meu conto dava um filme”. E só porque eu disse assim…. “bom… não sei… se calhar as personagens do vosso conto até podiam ser desenhadas no jogo The Sims” foi ver aquelas cabecinhas novamente a 200 à hora já a imaginar como podiam fazer e a querer trabalhar, trabalhar… eu não disse quase nada mas… que foi mágico, foi 🙂 fiquei feliz…outra vez….
E, por fim, o dia também foi mágico porque o meu querido amigo José Paulo Santos me visitou amavelmente na minha escola e fez uma breve sessão de demonstração do Quadro Interactivo ActivBoard e do software ActivInspire. Uma energia fabulosa, uma paixão contagiante… um trabalho de formação excelente que me deixou, uma vez mais, muito orgulhosa e feliz por, em rede, descobrir amigos assim. Muito obrigada! Espero que, com os meus workshops que se seguirão, a magia que despertaste faça nascer belos e interessantes recursos. Obrigada Zé!
NOTA: deixo duas ligações para dois importantes espaços em rede para a partilha de recursos para QI e outros rec. educativos ligados às TIC:
