De passagem por aqui, encontrei um site simples que apresenta uma listagem de referências de investigação sobre blogues. Pode vir a ser importante.
Últimas
Registei-me aqui: 
Ou pelo menos tentei. Só no final percebi que era uma ideia e projecto da Universidade Nova de Lisboa.
Por causa disso, também descobri isto:
Segundo eles próprios o ABC – Arquivo Bibliográfico para produção Científica tem como objectivo: “proporcionar à comunidade científica lusófona, um sistema de publicação e armazenamento de documentos científicos, proporcionando a disponibilização electrónica de periódicos científicos e académicos, bem como a criação de um banco de teses e dissertações.” Acho muito bem!
5ª reunião: apontamentos
A reunião de ontem com o orientador da Tese correu bem e foi bastante esclarecedora. Deixo registado o que de mais importante há a reter.
Ainda sobre o Capítulo I:
– ser mais sistemática, procurando retirar duas páginas ao trabalho já apresentado;
– avançar a referência à Unidade Didáctica e procurar, segundo as sugestões, uma outra forma de organizar as questões;
– no enquadramento geral, sistematizar mais claramente os três eixos da investigação; aumentar a zona de intersecção (núcleo duro);
desenvolver mais o que é dito sobre Avaliação, realizando mais citações;
– relevância da investigação: se o enquadramento for mais “suculento” e referenciado (ter cuidado com referências não datadas pois carecem de força procurando, sobre o mesmo assunto referências de autores consagrados);
– evitar um tom repetitivo (posso juntar “Enquadramento e relevância da Investigação” e, também, “Problema e Questões de Investigação”);
– rever a referência bibliográfica às obras sem autor e ter em atenção que as Referências são a 1 espaço e com uma linha de intervalo entre elas.
Quanto à Investigação em geral:
– procurar que a recolha de dados tenha qualidade e que a observação de aulas seja do maior número possível das mesmas (atenção às tarefas e à avaliação a elas associada);
– ter acesso ao trabalho escrito dos alunos;
– caracterizar o tipo de Avaliação que faço (Na Revisão de Literauta tem que haver uma distinção entre Avaliação Formativa de raiz behaviourista e a construtivista. A primeira não é interactiva; é mais centrada nos resultados; retroactiva; é feita após o processo de aprendizagem. A segunda ocorre à medida que o processo se desenvolve);
– tenho de ponderar melhor a última tarefa – ficha formativa – prevista na unidade, verificar se é realmente importante, se deve existir e ser reportada na investigação; pode ter uma utilização sumativa;
– quais são, afinal, os mecanismos que garantem aquilo que os alunos aprenderam;
– as entrevistas/conversas informais não são para saber o que os alunos acharam da forma como aprenderam mas para VERIFICAR AS SUAS APRENDIZAGENS (as questões serão sobre as competências previstas);
– a minha descrição do ambiente de aprendizagem deve ser contrastada com a descrição dos dois observadores externos – com orientações diversas – bem como da que os alunos também podem fazer);
– depois de realizada a observação devo entrevistar os observadores e pedir-lhes que descrevam a forma como caracterizam o ambiente de aprendizagem na sala de aula. Essa descrição contempla tópicos diversos, tais como:
. tarefas
. ensino
. aprendizagem
. avaliação
. relação prof./aluno
. funcionamento dos computadores…
– quando falar com os alunos, as perguntas que já previ podem ser usadas mas não são as nucleares;
– faz-se uma triangulação de dados entre as AF parcelares, o TF e as Entrevistas. Para estas devo levar uma tarefa escrita a ser realizada pelos alunos. Esta tarefa pode ser de dois tipos: semelhante à já realizada tendo apenas algumas “alterações cosméticas” ou ser uma tarefa diferente na aparência mas em que necessitam de utilizar a mesma competência. Esta tarefa revela a aprendizagem profunda que terá sido, ou não, realizada (através de transferência de conhecimentos). Posso, até, pedir-lhes as duas tarefas. Trinta minutos devem ser suficientes.
Por fim…
– ser mais crítica e ver se, no documento que adaptei (rública de classificação) posso alterar alguns dos níveis de desempenho –> adaptá-los tendo em conta o meu contexto e as competências que vou trabalhar.
– distinguir muito bem conceitos como AVALIAÇÃO FORMATIVA AUTÊNTICA (toda a autêntica é formativa mas nem toda a formativa é autêntica) e AVALIAÇÃO FORMATIVA ALTERNATIVA (diferente da primeira e diferente de avaliação de intenção formativa).
Nova fase
Terminei hoje de rever a planificação aula-aula da unidade didáctica em que vou recolher os dados para avaliação formativa e para a tese. Percebi que não vou ter tempo de a aplicar este período por isso espero que o meu orientadior concorde com o adiamento até Abril. Está guardada nos Arquivos.
Agora é tempo de terminar o guião da entrevista. Hoje temos reunião.
Um artigo e um blog…
Ou seja, este blogue, onde descobri a referência ao artigo “The Art of Assessing“, deste senhor. Vou ler!
Sala de Aula Virtual
Tenho estado a preparar uma sala de aula virtual em alternativa ao “Sítio da Prof. Teresa“. Uso o curso de 20MB da DOKEOS, ferramenta que me parece cada vez melhor. O “campus” põe ao nosso dispor Documentos, Ligações, Inscrição, Sequência de Aprendizagem, Exercícios, Fórum, Chat, Conferência, etc. Um “tudo em um” extraordinário. Só preciso de resolver o problema do acesso às estatísticas.
Consulta bibliográfica
É possível consultar o catálogo de diversas Bibliotecas nacionais (incluindo a Porbase) através de um serviço da Universidade de Aveiro. Fica aqui.
Pratical Assessment, Research and Evaluation
Amanhã terei, na Faculdade, a primeira reunião de um Grupo de Investigação dedicado à Avaliação. É composto por professores universitários, doutorandos e mestrandos e, naturalmente, o convite do meu orientador para dele fazer parte muito me agradou.
Para amanhã, está prevista a discussão de alguns textos de Michael Scriven já preparados por um dos colegas. A minha revisão levou-me a encontrar um “peer-reviewed electronic journal” cujo título encima este registo e que podemos encontrar aqui. Parece-me que será algo a reter.
Definindo avaliação
Tendo encontrado este artigo de Chris Lake, Patrícia Harmes, Diane Guill e Cathy Crist (da Excelsior High School) em que se procura realizar uma definição simples dos principais termos de AVALIAÇÃO resolvi que seria um bom exercício realizar a sua tradução.
Assim, deixo aqui um breve glossário.
(Fonte: Lake, C., Harmes, Guill. Crist, C. (1998). Defining Assessment. Forum workshop organizado pela Excelsior High School. Disponível em http://www.essentialschools.org/cs/cespr/view/ces_res/124. Consultado a 2 de Março de 2006.)
Avaliação – é um processo de recolha de informação de modo a cobrir um grande conjunto de necessidades avaliativas.
Avaliação alternativa – conceito que se pode aplicar a qualquer tipo de avaliação que exija que o aluno demonstre conhecimentos e capacidades através de métodos menos convencionais.
Avaliação autêntica – envolve os alunos na aplicação de conhecimentos e capacidades da mesma forma que são usados na vida real fora da escola. É uma avaliação baseada no desempenho e implica que o aluno vá além da memorização e demonstre um conhecimento relevante e significativo bem como compreensão através de um determinado produto ou desempenho. Este tipo de avaliação inclui uma tarefa autêntica e uma cotação ligadas a um produto ou ideia geral que inicialmente são explicadas ao aluno.
Avaliação convencional ou tradicional – refere-se à realização de testes de papel e lápis (escolha múltipla, verdadeiro ou falso, correspondência, resposta breve) que normalmente devem ser realizados num determinado espaço de tempo.
Avaliação de desempenho – trata-se de um termo de sentido lato que abrange diversas características quer da avaliação alternativa, quer da avaliação autêntica. Em geral, este tipo de avaliação dá ao aluno a oportunidade de mostrar o seu grau de compreensão e, de forma sustentada, aplicar conhecimentos, capacidades e métodos de trabalho em situações estruturadas ou não. Esta avaliação pode ocorrer ao longo de um certo período de tempo sobre um produto concreto ou uma “performance” observável.
Avaliação de processo – refere-se à avaliação da capacidade dos alunos em progredir ao longo de uma série de acções ou operações. As capacidades que os professores procuram avaliar referem-se ao raciocínio, à aplicação de conhecimento processual e à interacção com outros. Alguns exemplos são o pensamento crítico, a criatividade, a resolução de problemas, a tomada de decisões, a prossecução de objectivos, a cooperação, a liderança e a gestão.
Avaliação de produto / projecto – os produtos e projectos são normalmente indicados a grupos de alunos a partir de um tópico do programa (currículo). O projecto resulta num produto que é avaliado. Os processos usados durante a realização do projecto podem também ser avaliados.
Avaliação naturalista – refere-se a uma avaliação que radica no contexto natural da sala de aula. Envolve a observação do desempenho dos alunos e do seu comportamento num contexto informal. A observação naturalista é feita à medida que realizam o seu trabalho diário.
Cotação – consiste numa escala fixa que se refere a uma lista de critérios que descrevem um desempenho. Cada escala é composta por níveis que descrevem os diversos níveis de complexidade da competência. Pesos específicos podem ser dados ao valor de cada critério e são usadas para verificar até que ponto algo é atingido.
Critérios – também conhecidos como desempenho-padrão, são os parâmetros qualitativos ou quantitativos usados para medir até que ponto o aluno desenvolveu a sua competência. A natureza desses critérios pode variar dependendo do instrumento específico que está a ser aplicado. No entanto, na avaliação de competências, “Responsabilidade na gestão do tempo e trabalho”, por exemplo, um critério para medir esta capacidade poderia ser “Realiza o seu trabalho atempadamente.”
Documentação – trata-se de um processo de avaliação naturalista que envolve o registo das observações da aula durante um certo período de tempo, em coordenação com outros colegas e através de diferentes modalidades de aprendizagem.
Indicadores – fornecem exemplos específicos e definições explícitas que podem ser usados para avaliar o nível de desempenho em determinadas capacidades, estratégias e conhecimentos.
Nível de Desempenho – é um ponto descritivo num continuum ou escala. O nível mais alto é considerado exemplar.
Organizadores gráficos (ou mapas conceptuais ?) – são mapas mentais que ajudam o aluno a explanar o seu pensamento. Representam capacidades processuais como sequenciação, comparação, classificação, inferência, conclusão, solução de problemas e pensamento crítico.
Padrão – o termo padrão é problemático porque pode significar diferentes coisas (e, por vezes, nada). Pode ser sinónimo de critério. Pode também significar uma “estrutura que forneça uma base ou apoio” caso em que é sinónimo de padrões de programa, conhecimentos, capacidades e atitudes (ou competências) a serem alcançadas no Currículo. O sentido mais comum pode ser o de “desenvolvimento de competências específicas do programa ao nível do desempenho estabelecido para um final bem sucedido.
Padrões de conteúdo – são também conhecidos como padrões de disciplina abarcando o conhecimento e capacidades específicas de uma dada disciplina. Descrevem informação e capacidades essenciais à prática ou aplicação de uma disciplina ou área em particular.
Padrões de Currículo ou Programa – são, muitas vezes, referidos como padrões de Programa e podem descrever-se como os objectivos instrucionais. Implicam as actividades curriculares que podem ser usadas para a ajudar os alunos a desenvolver capacidades num certo domínio. De uma forma geral, descrevem os meios instrucionais para atingir os padrões de conteúdo.
Padrões de desempenho – (ver Critérios).
Padrão de Aprendizagem ao longo da vida – não é específico de nenhuma disciplina e pode ser usado em diversas situações ao longo da vida de uma pessoa. Este tipo de padrão nem sequer é específico de estudantes; é uma capacidade que pode ser usada em quase todos os aspectos da vida. Por exemplo, uma padrão de aprendizagem ao longo da vida para um estudante pode ser “Fazer e cumprir planos de uma forma efectiva”.
Ponto de referência – é o nível até ao qual o aluno deve evoluir. É um modelo a que os pais, professores e alunos se podem referir ao planear e aplicar os resultados.
Portefolio – colecção dos trabalhos do aluno demonstrando os seus esforços, progressos e desempenho numa ou mais áreas.
Resultado – esta palavra é, muitas vezes, usada como sinónimo de objectivo, propósito, demonstração de aprendizagem e finalidade. Os resultados finais podem ser equivalente a competências, conhecimentos ou orientações. São os produtos finais de todo o processo instrucional. Podem incluir mudanças internas no aluno ou mudanças observáveis.
Tarefa – é uma actividade complexa que requer múltiplas respostas a uma questão desafiadora ou problema.
Avaliação da Competência de Expressão Escrita online
Terminei a adaptação do trabalho de Anderson e Bauer de que falei aqui. Elaborei uma grelha com 4 níveis de desempenho da expressão escrita realizada online (conteúdo, registos formais e participação. Já está bem guardada nos Arquivos da Tese.
