A reunião de ontem com o orientador da Tese correu bem e foi bastante esclarecedora. Deixo registado o que de mais importante há a reter.
Ainda sobre o Capítulo I:
– ser mais sistemática, procurando retirar duas páginas ao trabalho já apresentado;
– avançar a referência à Unidade Didáctica e procurar, segundo as sugestões, uma outra forma de organizar as questões;
– no enquadramento geral, sistematizar mais claramente os três eixos da investigação; aumentar a zona de intersecção (núcleo duro);
desenvolver mais o que é dito sobre Avaliação, realizando mais citações;
– relevância da investigação: se o enquadramento for mais “suculento” e referenciado (ter cuidado com referências não datadas pois carecem de força procurando, sobre o mesmo assunto referências de autores consagrados);
– evitar um tom repetitivo (posso juntar “Enquadramento e relevância da Investigação” e, também, “Problema e Questões de Investigação”);
– rever a referência bibliográfica às obras sem autor e ter em atenção que as Referências são a 1 espaço e com uma linha de intervalo entre elas.
Quanto à Investigação em geral:
– procurar que a recolha de dados tenha qualidade e que a observação de aulas seja do maior número possível das mesmas (atenção às tarefas e à avaliação a elas associada);
– ter acesso ao trabalho escrito dos alunos;
– caracterizar o tipo de Avaliação que faço (Na Revisão de Literauta tem que haver uma distinção entre Avaliação Formativa de raiz behaviourista e a construtivista. A primeira não é interactiva; é mais centrada nos resultados; retroactiva; é feita após o processo de aprendizagem. A segunda ocorre à medida que o processo se desenvolve);
– tenho de ponderar melhor a última tarefa – ficha formativa – prevista na unidade, verificar se é realmente importante, se deve existir e ser reportada na investigação; pode ter uma utilização sumativa;
– quais são, afinal, os mecanismos que garantem aquilo que os alunos aprenderam;
– as entrevistas/conversas informais não são para saber o que os alunos acharam da forma como aprenderam mas para VERIFICAR AS SUAS APRENDIZAGENS (as questões serão sobre as competências previstas);
– a minha descrição do ambiente de aprendizagem deve ser contrastada com a descrição dos dois observadores externos – com orientações diversas – bem como da que os alunos também podem fazer);
– depois de realizada a observação devo entrevistar os observadores e pedir-lhes que descrevam a forma como caracterizam o ambiente de aprendizagem na sala de aula. Essa descrição contempla tópicos diversos, tais como:
. tarefas
. ensino
. aprendizagem
. avaliação
. relação prof./aluno
. funcionamento dos computadores…
– quando falar com os alunos, as perguntas que já previ podem ser usadas mas não são as nucleares;
– faz-se uma triangulação de dados entre as AF parcelares, o TF e as Entrevistas. Para estas devo levar uma tarefa escrita a ser realizada pelos alunos. Esta tarefa pode ser de dois tipos: semelhante à já realizada tendo apenas algumas “alterações cosméticas” ou ser uma tarefa diferente na aparência mas em que necessitam de utilizar a mesma competência. Esta tarefa revela a aprendizagem profunda que terá sido, ou não, realizada (através de transferência de conhecimentos). Posso, até, pedir-lhes as duas tarefas. Trinta minutos devem ser suficientes.
Por fim…
– ser mais crítica e ver se, no documento que adaptei (rública de classificação) posso alterar alguns dos níveis de desempenho –> adaptá-los tendo em conta o meu contexto e as competências que vou trabalhar.
– distinguir muito bem conceitos como AVALIAÇÃO FORMATIVA AUTÊNTICA (toda a autêntica é formativa mas nem toda a formativa é autêntica) e AVALIAÇÃO FORMATIVA ALTERNATIVA (diferente da primeira e diferente de avaliação de intenção formativa).

olá outra vez!
não resisto a dizer-te que tens um orientador bastante minucioso e que aponta, do que me posso aperceber da leitura do post, com bastante precisão os aspectos a reformular e passos a dar. deve ser bom ter alguém que apoie de uma forma tão explícita.
que não se pense que me queixo da minha orientadora, bem pelo contrário!, mas tenho acompanhado alguns processos de mestrado nos quais os orientadores são quase ausentes ou então imensamente vagos…
beijinhos e bom trabalho!