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Ainda a Finlândia…

Sem grandes considerações a acrescentar às já realizadas aquando da minha recente viagem à Finlândia com o propósito de conhecer algumas escolas e o sistema educativo finlandês, redijo este artigo como forma de guardar um texto partilhado pela minha companheira de aventuras Lucinda Dias e partilhado no Facebook: “Finlandia: el sistema educacional en el que está prohibido seleccionar a los alumnos”.

O texto partilha um infográfico (original do sítio web www.unitedexplanations.org) que resume bastante bem as características do sistema educativo finlandês e que, por isso, deve interessar a todos quanto leram o que escrevi anteriormente:

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Sobre todo este assunto há, contudo, uma questão que, pelos vistos, só a mim me ocorre: por que razão ninguém justifica os excelentes resultados da Finlândia e da Coreia do Sul no PISA com o facto de os alunos desses países  trabalharem bastante mais, serem muito dedicados? … porque, de facto, as culturas destes países assim são? Porque temos esta tendência de procurar factores exógenos para o sucesso de alguém?


Aproveito a ocasião, uma vez que um dos temas deste blogue é o das tecnologias educativas, para também partilhar a síntese excelente que a minha colega Lucinda Dias realizou sobre o que escutamos na Finlândia neste contexto específico. Obrigada Lucinda!

Finlândia: as tecnologias e os novos ambientes de aprendizagem

[pequeno resumo originalmente publicado na minha página de Facebook no dia 28.07.2015; com algumas alterações]

Tal como imaginava, a energia para escrever um post no blogue é pouca. Se é a este ritmo que os finlandeses trabalham, eis a explicação do seu sucesso. A formação é intensa, a todos os níveis. Ainda assim, consegui fazer uma boa reportagem no Facebook. A curiosidade dos colegas portugueses pelo caso finlandês é imensa. Contudo, é de o dizer: não sei se isto do sucesso da Finlândia não é uma grande ação de marketing a nível mundial. Não o digo por me sentir defraudada; muito pelo contrário, a experiência desta semana ficará para ser marcada no meu “ser professor” e tudo o que eu vejo faz sentido, muito sentido.
Como dizia hoje o organizador do curso, Esa Raty, Diretor de uma Escola Secundária e dono do instituto Educarjla que organiza estes cursos, o caso finlandês surge por causa da posição (2.º ou 3.º atrás de países como a Coreia do Sul) nos testes PISA. Mas que vale o PISA? A Educação, o sistema educativo de um país, não é muito mais que 3 testes de literacia, matemática e ciências? Nem vou responder…..

Chamo a atenção para a excelência da atitude da nossa formadora Mari Petrelius que partilhou no meu mural esta apresentação. Estes slides e a profunda humildade desta atitude, além da qualidade do conteúdo são, decerto, melhores que algo que eu pudesse escrever.
Apenas sublinho que de um dia dedicado à introdução das tecnologias em sala de aula, na forma finlandesa de o fazer, destacaria: a reflexão que conduz à ação (faz-se porque faz sentido, porque tem impactos comprovados na aprendizagem e, mais do que isso, na preparação dos alunos para o mundo do trabalho e no desenvolvimento das competências do século XXI; não se faz porque é “moderno”); a importância do pensamento crítico e do trabalho criativo; o papel fundamental da criatividade em todo o processo; a necessidade de continuar a avaliar o que se faz, a refetir e a atitude de quem age como quem tem todo o caminho pela frente.


A Escola (des)Arrumada

Não sou uma pessoa que vá atrás de primeiras impressões; ou que se deixe criar grandes expectativas. Confesso, contudo, que hoje ao entrar na escola finlandesa onde está a decorrer parte do curso sobre “Ambientes de Aprendizagem” que vim frequentar, me surpreendi. A escola está em obras e arrumações de verão. Nada estava no seu lugar; estantes vazias, caixotes de livros, mesas e cadeiras empilhadas, materiais de construção, uma confusão enorme.

Depois do choque inicial, pensei: “Isto só pode ser uma metáfora!” Algo assim, ao acaso, para me fazer pensar. E, de facto, …. pensemos: não queremos sempre uma Escola em construção, uma Escola que saiba re-inventar-se, uma escola que saiba aproveitar os momentos de pausa para se re-pensar e re-organizar para o Futuro?

E foi com esta certeza que entrei na sala; não tirei ainda muitas fotos com uma panorâmica da sala mas o que temos não é muito diferente do que conhecemos em Portugal: dois quadros brancos, um projetor, computador na mesa do professor, estantes, livros, …. ah! espera nesta sala as mesas são individuais e perfeitamente reconfiguráveis, as cadeiras são almofadadas e têm rodas. As mesas estão organizadas em grupos de 4. Num canto, meio escondido está um armário onde carrega uma dúzia de iPads e outra de tablets Samsung com teclado. E, por agora, é tudo. Mas é bastante.

O dia foi preenchido com a caracterização do sistema educativo finlandês e das suas  escolas depois de um excelente retrato da história da Finlândia. Tivemos dois intervalos para café e um almoço partilhado na cozinha da Escola (sim, aulas de economia doméstica fazem parte do currículo e nós estamos numa escola secundária).20150726_162456

Em seguida, demos início à apresentação dos sistemas educativos e das escolas dos diferentes países presentes: Eslováquia, República Checa, Chipre, Bulgária, Espanha, Itália, Turquia, Portugal e Lituânia. Curiosamente, demos conta de uma atitude comum, todos íamos comentando o que era semelhante e tomando nota daquilo que merecia a pena conhecer melhor para replicar. Apesar das diferenças dos diversos sistemas, foi algumas vezes referido o desejo de melhorar a criatividade dos professores e a sua competência na utilização das tecnologias de modo a promover a melhoria das aprendizagens. Como tal, alguns dos colegas mencionaram a plataforma de colaboração entre as escolas europeias, o eTtwinning.

O dia de trabalho terminou com a revisão do programa da semana que vai incluir visitas as escolas e formação na área das tecnologias com recurso a iPads e trabalho colaborativo.

Amanhã, espero continuar o relato.

 

 

A Sala de Aula do Futuro, um laboratório de aprendizagem para o professor e para o aluno?

“Sem dúvida” é a minha resposta à questão acima. Tanto que eu poderia escrever sobre este assunto. Mas o momento ainda não chegou.

Para memória futura – e arrumação pessoal – fica o registo do meu portefólio como formanda desta Ação de Formação de Formadores promovida pela Direção-Geral da Educação em julho de 2015 e que concretiza (e explora) o fruto de diversos dos últimos projetos desenvolvidos no âmbito da participação portuguesa na Rede Europeia dos Ministérios da Educação, a European Schoolnet: iTEC, LSL, CCL e FCL.

 

Algumas reflexões sobre “A Escola do Futuro” e a minha prática letiva

16jul2015Tive ontem oportunidade de, no âmbito do seminário final de ano da minha escola, apresentar algumas reflexões sobre a importância dos espaços de aprendizagem, sobre o que pode ser a sala de aula do futuro e sobre a minha prática mais recente de integração curricular das TIC (“Traz a tua própria Tecnologia!”).

 

 

Foram apenas 45 minutos que integraram dois momentos práticos com envolvimento dos cerca de 75 docentes presentes mas fica a partilha.

Aprender Português com….

Cinco meses depois do regresso ao Ensino do Português, uma apresentação sobre o que procuro fazer com as Tecnologias em torno das Metas Curriculares. A isso acrescentei a convicção sobre a importância dos projetos de Jornalismo escolar para a promoção da leitura e da escrita e do exercício da Cidadania, bem como uma visita rápida ao projeto Viagens Literárias. O meu contributo para uma visita de formação de um conjunto de 25 professores de Português das Escolas de Macau, sob responsabilidade do Governo Chinês. Muito interessante!

Cidadania Digital: quando a adaptação é mais bonita que o original :)

Pois, opiniões não se discutem, mas esta é a nossa 🙂digcitizen
No passado dia 2 de janeiro, a página Facebook da Rede de Bibliotecas Escolares partilhou um atrativo poster de Sandy Karas Liptak que a autora do blogue “The Book Fairy Goddess” publicara em setembro de 2012.
Num impulso, pedi a alguns amigos que me ajudassem na sua adaptação a português, em mais uma prova do poder da rede na aprendizagem e no desenvolvimento profissional docente. Eis o resultado abaixo. Esperamos que gostem. Podem clicar nas hiperligações para acederem ao Poster em imagem de maior resolução e em PDF.

Um sincero obrigada à Marta Freitas pela ilustração, ao José Alberto Rodrigues pelo arranjo gráfico e à Luz Encarnação pela revisão da tradução.

Bom regresso às aulas!

 

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[PDF]

 

Competências tecnológicas essenciais: tornar o implícito explícito

Há cerca de duas semanas atrás, um dos diversos artigos sobre tecnologias com os quais me cruzo, guardo no Diigo e até partilho via Twitter , mas nem sempre tenho tempo para ler com a profundidade que merecem, tinha este título

Making the implicit explicit” (ler aqui)

O artigo, assinado por Kim Cofino, e publicado na “Tech & Learning” tem a simplicidade e o dom de nos fazer pensar sobre o óbvio. O óbvio é aquilo que damos como adquirido e que por isso, corre o risco de perder importância. Mas não deve.

Neste caso, discutem-se aquelas que serão as competências tecnológicas essenciais (“essential technology skills”).
Aquilo que mais me agradou na leitura do artigo foi – confesso – poder confirmar algumas das que eu considero competências essenciais e que informalmente acrescento às que estão no meu plano de trabalho com os meus alunos como professora de língua portuguesa:
– colaboração a distância
– comunicação de ideias para grandes audiências
– criação de algo novo com ferramentas tecnológicas (a questãozinha da criatividade e inovação, voilá!)

Qualquer utilizador assíduo de computadores, dá como adquiridas competências como as que transcrevo:
* knowing to hold your mouse over an icon or a link to see what it does.
* understanding that the menus for any program are at the top of the screen, that they are usually very similar, and generally what you find within them (for example: “view” usually means how you see things on the screen and that menu is found in almost every program).
* recognizing when something is lit up (or underlined) on a website, you can click on it.
* knowing that the cursor changes when held over different parts of the screen and what that means (the little arrow turning into a hand over a weblink for example, or being able to stretch out a picture when it turns into the double-sided arrow).
* using tab to move from cell to cell or box to box on forms or websites.
* being able to recognize drop-down menus – and that they hold additional features.
* understanding that right clicking on things brings up more options.

E a verdade é esta: nós que, em principio, somos em maior ou menor grau, mas somos, ágeis na utilização do computador não temos noção das competências que temos desenvolvidas e que, cada vez mais, precisamos de alargar aos que com connosco trabalham.
Quantas vezes iniciámos um trabalho com alunos e, apesar de sabermos o seu à-vontade com as máquinazinhas (sobretudo na parte dos jogos, sms e afins) e percebemos que temos que explicar mais e melhor do que prevíramos?
E aqueles de nós que estão envolvidos na formação de professores e se deparam com grupos muito, mas mesmo muito, heterogéneos de utilizadores sendo que muitos mais do que aqueles que julgáramos à partida, andam de indicador em riste à procura da tecla F3?

E afinal, qual a nossa responsabilidade?
Quais as competências tecnológicas ditas implícitas que será melhor explicitar para facilitar um trabalho eficaz com as tecnologias?

Texto publicado hoje no Fórum “Geral” da Interactic 2.0.

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