… pela reunião de hoje com o meu Orientador, li e reflecti um pouco. Antes de apresentar as notas da reunião que, aliás, foi breve, aqui está o que escrevi.
Uma das minhas preocupações nos vários registos (escritos) que vou deixando pela Rede tem sido, na medida do possível, adptar à Língua Portuguesa os numerosíssimos termos em Inglês com que vamos, eu e os que me acompanham neste percurso virtual, deparando..
Chamem-lhe puritanismo ou defeito profissional, a verdade é que, logo no título da minha Tese (ou na sua introdução) está a palvra “blogue” (e não esperei que o Dicionário da Academis das Ciências a incluísse nas suas páginas).
A verdade é que a ousadia se encolheu quando chegou a altura de falar de outros recursos que utilizo como apoio às minhas aulas. O que fazer a “website” e “podcast“? Os alunos e colegas já acham curiosos que o recurso principal se chame “Sítio da prof. Teresa” e o podcast, esse, ficou com o título “Arquivos Áudio”. Se o podcast não é mais que uma emissão áudio, posso chamar-lhe assim? Não me parece….
Ora, no contexto de outro dos vectores da minha tese, o da Avaliação, lido com frequência com a plavra “feedback”. Trata-se de um eixo fundamental do tipo de avaliação que exerço (avaliação formativa) e, até agora, confesso que não tinha tentado sequer traduzir tal palavra.
Tudo isto a propósito do artigo que li enquanto aguardava pela reunião com o meu Orientador (de uma maneira ou de outra são sempre produtivos estes dias):
Rust, Chris. (2002). The impact of assessment on student learning. Active Learning in Higher Education. The Institute for learning and Teaching in Higher Education and Sage Publications. Vol 3(2). London: 145.158. Disponível em http://alh.sagepub.com/cgi/reprint/3/2/145 Consultado a 6 de Abril de 2006.
O autor, investigador na Brookes University em Oxford, Inglaterra, realiza uma revisão da literatura sobre o impacto da avaliação nas aprendizagens.
A certa altura, C.R. sistematiza o que deve ser o “feedback”. Ora, eu considero de alguma utilidade referir essa parte da minha leitura e contribuir com a minha tradução mas… posso, devo traduzir “feedback”? E como? “Retorno”? “Apreciação”? (gosto desta última palavra mas será ela verdadeiramente apropriada?) E o que responderia o meu Orientador – que é, talvez, o maior especialista português em matéria de Avaliação – . Claro que eu perguntei. D. Fernandes aproveitou para me lembrar que há diferentes tipos de feedback e que não conhece de facton nehuma boa tradução para o termo. Se há 30/40 anos dar feedback era dizer que estava “bem” ou “mal”, hoje, o feedback centra-se nos processos usados pelos alunos, orienta-os.
Então, segundo Chris Rust, o feedback deverá:
– ser imediato;
– iniciar-se com um comentário positivo;
– incluir uma síntese breve da perspectiva que se tem da tarefa;
– referir-se especificamente aos resultados da aprendizagem e aos critérios de avaliação;
– equilibrar os comentários postivos com os negativos;
– transformar toda a crítica numa sugestão postiva;
– fazer sugestões gerais sobre procedimentos na próxima tarefa;
– colocar questões que provoquem uma reflexão sobre o trabalho em causa;
– usar uma linguagem informal (em tom de conversa);
– explicar todos os comentários realizados;
– sugerir referências e trabalho de continuação;
– sugerir formas específicas de melhorar a tarefa;
– explicar a classificação atribuída e por que motivos não é melhor (ou pior!);
– oferecer ajuda em problemas específicos;
dar oprtunidade de discutir a tarefa e os comentários.
