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Educação para os Media – um percurso

Arrumo papeis, olho imagens e penso como gosto de histórias. Gosto de histórias com sentido. Trilhos percorridos passo a passo. Oportunidades que surgem. Gosto de pensar que num desafio, só podemos dar o nosso melhor. Gosto de pensar que tudo acontece por uma razão e que todas as coisas menos boas têm um lado positivo. Esta sou eu. A caminho dos 50, já não sei ser de outra maneira.

Enquanto arrumava mais alguma papelada hoje, folheei com agrado alguns exemplares do Boletim Público na Escola. Lá na E.B. Carlos Gargaté (à época Escola Básica Integrada da Charneca da Caparica), quem assinava o Boletim era a minha homónima, uma excelente professora de português e inglês do 2.º ciclo que se retirou alguns anos depois de eu chegar mas que me ensinou muito e que me puxou para o jornal da escola. Puxou-me à conta da minha facilidade em usar as ferramentas tecnológicas. O facto de ser professora de Português também dava algum jeito, sempre podia ir envolvendo os meus alunos na produção de alguns artigos para o jornal. Estávamos, vá lá, em 2003-2004. O nosso jornal sempre esteve a meio caminho entre um jornal de escola e um jornal escolar. Esta diferença aprendi-a eu, muitos anos depois (2012 ou 13) com alguém com quem tenho aprendido muito, Vítor Tomé, responsável pelo excelente projeto EducMedia: http://www.literaciamedia.pt/

Era – e é (http://crelorosae.net/joomla/index.php/projetos/pinheirinho) – um jornal de escola, pois vai dando conta trimestralmente daquilo que é a vida de escola, é um jornal escolar pois com muito esforço dos colegas que continuam na equipa, lá se vai tentando que haja alguma reflexão e produção de fundo. mas não é fácil esse trabalho. Implica horas, dedicação, saber, um Clube de jornalismo ajuda. Por isso é que são de louvar todas as excelente práticas que a DGE divulga em http://jornaisescolares.dge.mec.pt

Ser professor, hoje em dia, não é fácil. Nada fácil. É um desafio constante, um ultrapassar de obstáculos, um constante escolher e cumprir de desafios, um permanente exercício de bom senso. Mas é, ao mesmo tempo – provavelmente – das profissões mais recompensadoras que existem pela enorme carga humana de toque direto que tem. Não estamos nesta vida para ver passar comboios. Estamos para fazer alguma diferença. nem sempre as coisas correm como esperado, nem sempre recebemos aquilo que esperamos, mas tantas vezes também recebemos bem mais do que aquilo que julgamos merecer.

E volto ao início – eu a arrumar papeis – e aquilo que folheei do que me foi, tão gentilmente, oferecido nos passados dias 17 e 18 de abril no 3.º Congresso Literacia, Media e Cidadania. Já caminhamos tanto, e ainda há tanto por caminhar, e melhorar, e fazer.

Aqui ficam algumas fotos de boletins do Público na Escola de 2006 e 2007 com imagens de meninos da minha escola que eu nem me lembrava de terem ilustrado tão profusamente esta reportagem; uma imagem também de uma pequena entrevista que dei por telefone, meio à pressa no telefone da portaria, mal imaginando eu, que tantos anos depois, iria poder contar com o apoio tão próximo de quem me fazia as perguntas naquele dia.

Correndo o risco de me esquecer de alguém, agradeço à Teresa Pereira, ao Eduardo Madureira Lopes, ao José Pedroso, ao Luís Pereira, ao Manuel Pinto, à Sara Pereira,  ao Vítor Tomé, à M.ª José Brites, à Ana Jorge, à Juliana Doretto, à Paula Lopes, à Inês Amaral, à Christiane Parente, à Luísa Lopes, ao Pedro Dias, com quem tenho aprendido tanto e tanto…

APPlica-te! O que têm, afinal, as Apps de tão especial?

No que à Informática e às Tecnologias diz respeito não sou propriamente uma especialista, antes uma curiosa. Por isso, para mim, uma App, uma aplicação, não é mais do que um pequeno programa. Mais simples, mais rápido, menos complicado mas um programa. E programas com objetivos educativos já todos conhecemos desde o tempo das disquettes de 3,5 polegadas.

Então, qual a magia das tão badaladas Apps? O facto de estarem ao alcance da ponta dos dedos, bem mais rapidamente que um teclado, a sua enorme diversidade, a sua ligação à aprendizagem móvel, a qualquer hora, em qualquer lugar?

Quanto a mim, penso que a diversidade será mesmo a palavra-chave. Hoje em dia, temos acesso a muitas mais aplicações educativas do que alguma vez tivemos a programas e… gratuitamente. Graças a ela, estamos sempre ligados, às nossas coisas – na nuvem – aos outros, ao mundo. Aos conteúdos também. E a todo um potencial de aprendizagem.

apps

Assim, além do trabalho de reunião de recursos / Apps para iPad que tenho vindo a fazer como forma de testar e conhecer melhor a ferramenta Pinterest (clique na imagem para aceder), e de colaborar numa base de dados sobre App educativas para sistema Android que podem encontrar aqui, trago-vos hoje uma excelente reunião de Apps; distingue-se de qualquer outra por ter sido realizada por alguém que conhece bem os meandros da educação e as necessidades de professores e alunos: uma professora-bibliotecária. Por isso… explorem!

listapps

Com licença, sou professora, investigo de forma informal, formo professores e distribuo conteúdos. Que valor é o meu?

“Hide not your talents, they for use were made. What’s a sun dial in the shade?” ~~ Benjamin Franklin

Quando, no final do ano letivo 2010/2011, ou melhor, concluído o processo de avaliação de desempenho docente desse ano, fui surpreendida por um registo de avaliação que no ponto “Dinamização de projetos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa e sua correspondente avaliação.” registava “n.a.” – não aplicável – não me surpreendeu a menção (não podia desejar mais que “Muito Bom” já que, no 2º ano do biénio, tinha estado na escola a 20%, embora procedesse exatamente com o mesmo empenho  e participasse a distância de forma irrepreensível) surpreendeu-me aquela decisão de não avaliar aquele parâmetro para toda a escola. Se ele tivesse sido avaliado, o meu caso teria de ser distinguido; por isso, como em várias outras situações da minha vida, fui penalizada por fazer diferente,… ser diferente. Fiquei sobretudo triste porque uma escola que decide não considerar os tais “desenvolvimento e inovação educativa” está a negar-se a ela mesma.

Se participei com o meu trabalho e o dos meus alunos no ticEDUCA e no Challenges 2012, inclusive com este bonito video, não foi decerto para avaliação, foi por tudo o que aprendemos no processo. Mas não posso deixar de lembrar esta situação ao iniciar estas reflexões que me comprometi a fazer a propósito de mais uma magnifica conferência do Professor António Dias Figueiredo e uma apaixonante conversa em torno dessas questões dos conteúdos e dos contextos educativos.

Eu sou uma professora que mudou os seus contextos. Deixem-me escrevê-lo assim. Na verdade, eu sempre fui mudando alguma coisa, o manual dos conteúdos arrumadinhos nunca foi foi o meu instrumento preferido e, na minha sala de aula, o aluno sempre foi o centro. Por volta de 2000, 2001, 2002, foi despertando a minha curiosidade esse ambiente digital, o computador, os recursos na web, a facilidade de publicação, a possibilidade de ter um profteresa.net e ele foi nascendo, um lugar outro onde os meus alunos encontravam o que íamos trabalhando nas aulas e mais ainda.

Esse meu trabalho evoluiu até ao desejo do desenvolver; inscrevi-me no Mestrado em Ciências da Educação (Tecnologias educativas) e essa paixão cresceu; como todas as paixões teve os seus perigos e, depois de várias ideias, todas elas interessantes, assumi finalmente que queria investigar o meu próprio trabalho com as ferramentas e condições naquelas alturas disponíveis para a maior partes dos docentes e escolas e embrenhei-me numa intrincada tese onde estudei Tecnologias e estudei Avaliação e onde procurei provar que era possível aprender digitalmente e ter bons resultados devidos a uma série de factores distintos.

Surgiu depois a vontade de passar dos workshops ocasionais para cursos de formação docentes e as oportunidades foram surgindo. O que aconteceu foi que, paralelamente a essas sessões em ambiente formal com direito a moodles bem organizadinhos (não porque a formação fosse a distância mas porque acredito que com os colegas professores se deve trabalhar de forma não muito distinta do que em outra situação de ensino aprendizagem: CONFIAR, APOIAR, EXIGIR, MOTIVAR, APOIAR MAIS AINDA e o Moodle permite-me organizar esse apoio e dotar os docentes de materiais bem estruturados, sempre disponíveis), fui também “provocando” os colegas nas redes a alinharem comigo em atividades de colaboração; e tenho feito, com essas “provocaçõezinhas” aquilo a que chamo desenvolvimento profissional docente (“Ai Teresa, gosto tanto desta tua ideia, vou fazer também…”, “Teresa, tenho aprendido imenso consigo, obrigada”, “Teresa, gostaria de….preciso de …pode…?”)

E eis-me chegada ao ponto que estou: um momento em que continuo reconciliada comigo mesma depois de ter percebido que aquilo que me caracterizava era precisamente o ser professora (e sê-lo, sempre dá muito jeito quando andamos a falar de educação, a trabalhar em educação), o ser formadora de professores e o, de vez em quando, apresentar uns artigos e construir (tentar, pelo menos) construir algum currículo académico. Ao longo do tempo, por força das circunstâncias daquilo a que chamam a “presença digital” tenho recebido várias solitações também de pessoas que estão a preparar as suas teses (sobretudo de mestrado) e tenho dado, não orientações, mas aquilo a que chamo apenas “dicas”, pequenas análises pois não há nada como um olhar-outro para ver no nosso trabalho aquilo que não vemos em determinado momento.

Paralelamente a isto, continua aquilo em que julgo ter-me tornado “mais conhecida”: é que, diariamente, leio e arrumo uma diversidade de fontes de conteúdos desta área das tecnologias educativas e filtro-as, distribuindo, agrupando, questionando e, tenho a certeza, dando em certos momentos a várias pessoas, um pequeno conhecimento que faltava, uma pequena ferramenta que ajuda.

Eu sou apenas isso. Agora. Não estou a fazer o Doutoramento. O que não implica que não sonhe com esse feliz momento em que eu possa dar-me ao luxo de fazer aquilo de que sempre tanto gostei: ler e estudar. Lá chegarei. Espero.

***

PS: hoje estou já demasiado cansada, mas é minha intenção anotar algumas ideias também sobre o Seminário de ontem na Universidade Aberta. LMS, Redes… falarei sobre isso.

A propósito das Metas de Aprendizagem

Foi hoje publicado o folheto “Metas de Aprendizagem e Segurança da Internet”.

Recordei então – e partilho agora – um trabalho meu que cruza as metas publicadas nas áreas de Língua Portuguesa e as de Tecnologias de Informação e Comunicação para o 3º ciclo. Para quem está interessado, pode ser um bom exemplo de integração curricular das TIC. Clique sobre a imagem para aceder:

“Viagens literárias – percursos geo-referenciados no estudo da Língua Portuguesa mas não só”

Deixo no meu blogue “Viagens literárias”, o registo da minha comunicação no Congresso ticEDUCA2010, nos dias 19 e 20 de Novembro de 2010. Foi um excelente momento de reencontro, de discussão, de aprendizagem, de partilha em torno das tecnologias educativas.

Facebook – uma realidade em contexto educativo (na sala de aula ou na formação, de professores e não só)

Tive oportunidade de ler o artigo “Opening Facebook: How to Use Facebook in the College Classroom” depois de um alerta do Paulo Simões via Twitter o Facebook que remetia para o Blogue de Vitorino Seixas. O autor do “Blog da Formação” realiza, num post datado de 17 de Agosto último, uma síntese de alguns pontos desse artigo enfatizando, através do título escolhido, a utilização da rede social Facebook no contexto da formação docente (aliás, o objectivo do artigo é precisamente esse, embora eu considere que muitos dos pontos podem ser vistos numa perspectiva mais abrangente, ou seja, a da utilidade das redes sociais em contexto educativo/formativo).

Neste meu post aproveito não apenas para alertar para a utilidade do artigo como para traduzir os pontos que V. Seixas considerou mais relevantes.

Aqui ficam.

Níveis de integração [do Facebook] em contexto educativo:

A lista que se segue oferece-nos uma visão geral dos modo com o Facebook pode ser integrado numa disciplina/curso de formação. A página de Perfil é a forma mais simples de implementação, na medida em que a integração das aplicações do Facebook (incluindo os outros métodos apresentados) é a mais completa.

  1. Página de Perfil: o professor/formador pode escolher criar uma página para si mesmo. Essa página pode ser usada para comunicar com os alunos/formandos através do Facebook, correio electrónico, IM ou com artigos publicado no mural. Pode ainda incluir vídeos relevantes, imagens e hiperligações. Os estudantes/formandos podem ainda aceder a grupos do Facebook com interesse educativo.
  2. Criar uma Página de Grupo para uma turma: uma página em separado pode ser criada especificamente para uma turma. Os alunos/formandos podem virtualmente encontrar outros colegas através dessa página, conhecê-los, comunicar com eles e com o professor/formador e publicar ou discutir informação pertinente para o grupo. Os professores/formadores podem enviar anúncios para todo o grupo, definir eventos e avisar sobre os mesmos.
  3. Substituir/duplicar funções de um curso virtual no Facebook: as discussões que, tradicionalmente, ocorreram em plataformas de aprendizagem, podem facilmente ser replicadas no mural do Facebook. As funções de Chat estão também disponíveis online. O professor/formador pode publicar informação ou hiperligações no seu perfil e na página de grupo de forma a que os alunos possam descarregá-la e utilizá-la nas aulas.
  4. Integração das aplicações Facebook: Há uma diversidade de aplicações que permitem expandir as funcionalidades do Facebook para uma turma. Isso implica, contudo, que os alunos também as instalem.”


Continue a ler o artigo em inglês aqui.

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