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Sobre a professora que fui, sou e quero ser. Sobre ensinar e aprender com as TIC. Sobre Inovação e competências do século XXI. E ainda…. sobre a minha aprendizagem ao dinamizar o webinar para a COIED

O título é longo. Aceito. Acusar-me-ão de ser demasiado ambiciosa. Talvez. Este post é o resultado de semanas intensas de trabalho e reflexão; não para aqui chegar mas que provocaram também tudo o que quero escrever.

São o resultado dessa enorme vontade de escrever. Do tempo que não estica. E deste gosto que sinto em aprender e formar com as tecnologias.

Parte do que tinha aqui para dizer já foi publicado. O facebook é assim: alguém da tribo diz, comenta, pensa e logo nós comentamos se o que foi dito nos diz alguma coisa. E como eu tenho uma tribo 5 estrelas, aqui fica a transcrição das últimas notas:

(quem já me leu no FB, faça scroll down até ao texto novamente  a negro)
A aprendizagem do Futuro
por Teresa Pombo a Sábado, 12 de Fevereiro de 2011 às 20:47
Primeiro… o Paulo Simões chama a atenção para uma apresentação do Steve Wheeler e para o artigo que o acompanha onde podemos ler:
The blended learning courses of the future will be those that combine formal and informal learning features. Formal learning will be undertaken mainly for the purpose of gaining accreditation, informal learning will be engaged with for the remainder of the waking hours. Unless we can harness the power, excitement and richness of the informal personalised learning experience and translate it into formalised settings, we will continue to see a widening rift between school and education. The slideshow above – a part of the keynote speech I gave at LearnTEC in Karlsruhe, Germany, earlier this month – illustrates these and other thoughts about what we might see in the future of learning.”
Depois… a Mª José Vitorino comenta “To Blend or not to blend”
😉
E… quando dou por mim, estou a responder-lhe de enfiada:
“To blend or not to blend…..if possible, blended is nice! if not, only “e”, but combining formal and informal 🙂
Ou seja, eu ainda não fui ler o Steve aqui nesta apresentação mas posso dizer o que sei para mim e defendo: que é cada vez mais necessário que as situações formais de (ensino-)aprendizagem tenham em contam TUDO o que se aprende de modo mais informal e que é TANTO e tão útil e válido.
É por isso que no contexto da educação básica, por exemplo, não se pode continuar a insistir em currículos e actividades demasiado fechados e desligados das situações de vida real.
A mim, um aluno de Língua Portuguesa de 9º ano não costuma perguntar porque está a aprender “Os Lusíadas” porque até lá já teve gosto em descobrir-se português e sabe que o maior objectivo é sempre gostar de ler e escrever para comunicar cada vez melhor.
Mas tantas vezes vejo ensinar por ensinar, sem gosto entusiasmo ou paixão 🙁 ”
Não sei se este vai ser o início do texto que tenho na ponta dos dedos há algum tempo mas…. deixo uma promessa a mim mesma pois quero:
– escrever sobre isto
– escrever sobre a professora que fui, tenho sido, quero continuar a ser
– escrever sobre a excelente experiência de aprendizagem que tive esta semana ao fazer o webinar “Diigo e Google Docs, partilhar e colaborar para aprender” durante o COIED
me aguardem! ;-)”

***


Usos e vivências das Tecnologias. Eu aprendo assim e tu?
por Teresa Pombo a Domingo, 13 de Fevereiro de 2011 às 16:12
“Comentário muito bom do Helder Santos no grupo Sapo Campus no Secundário! ” diz o Carlos Santos. Sobre usos e vivências das tecnologias pelos jovens do secundário
Aqui: http://www.facebook.com/home.php?sk=group_121452527924835
Não está bom, está excelente!
E, aí está! não está nas nossas mãos, não é nossa responsabilidade como professores não só integrar os usos que fazem e compreender o seu potencial de aprendizagem (informal) como levá-los a usar as ferramentas ao dispor da melhor maneira? Se não formos nós a ajudar, grande parte dos nossos alunos não sabe tirar partido. Se continuarmos a achar uma grande coisa dizer “Façam uma pesquisa!” (o Google existe certo?!) e não os ensinarmos a ler criticamente, a filtrar, a reunir, a colaborar, a criar…. ai Carlos, tu não provoques, que é preciso acordar esta gente! 🙂
Tenho um filho no 9º ano; observo-o a ele, observo os meus alunos. Este ano como não estou a leccionar uma disciplina, mas a dinamizar uma área curricular não disciplinar apenas, dou por mim ainda mais observadora e, cada vez mais, mais crítica.
Na reunião de pais do meu filho, já me olham de lado (e eu temo que o olhem de ponta a ele, confesso). As coisas que peço aos meus alunos, cada vez parecem mais saídas de um filme de ficção científica; como só eu peço, o complicado é comigo, fácil é continuar a fazer trabalho de copy-paste que o professor falsamente ingénuo aceita ou as eternas fichas de trabalho policopiadas (aí já evoluímos, porque os colegas mandam a ficha por email para a senhora da reprografia que, às tantas, anda à nora).
Depois observo o meu filho que, vá lá anda meio entre as estratégias que ele julga melhores (apontamentos, muitas vezes no word e as hiperligações para exercícios que me pede) e o decorar que o pai defende (é uma estratégia, dá segurança mas…. eu que nunca fui capaz de decorar nada tento explicar que aquilo só serve para aquele dia, 90 min, despejas como melhor consegues e já está).
E depois percebo, uma vez mais, que tudo está no alfa e no ómega, no principio, o currículo (aulas massificadinhas) e no fim, a forma como se avalia e, infelizmente, não a forma como se deve ir avaliando.
E eu dou por mim a pensar “STOP, parem o filme, isto está tudo errado!” vamos procurar o que está certo e mostrar!” Sim porque há também muito certo por aí mas está quase sempre escondido.
E pronto, enquanto escrevo que nem uma louca, o filhote revê os conteúdos giríssimos da próxima ficha de História e eu penso…. se fosse eu.. desta vez não havia ficha, ensinava (se fosse preciso ensinar) a usar o moviemaker (pq está nos pc’s ou outro equivalente web 2.0 free) e pedia um filme sobre esses conteúdos, com guião prévio feito em grupo (colaboração, trabalho em equipa, criatividade, lembram-se? competências~chave no século XXI, domínio das tecnologias…) e garanto-vos que, daqui a muitos meses, ele ainda se lembrava desses conteúdos.
Aprendizagem significativa alguém sabe o que é??

Bem, vou fazer uma merecida sesta. Estou como o poeta, “cansa sentir quando se pensa!” ;-)”

Prosseguindo, então… vamos lá falar sobre o que motivou uma e outra nota.

Por um lado, ….. Steve Wheller faz-nos pensar sobre o que pode ser a aprendizagem no futuro e alerta-nos quer para as ferramentas de aprendizagem, quer para os contextos, quer para os conteúdos e competências que se estão a desenvolver o que implica que não possamos continuar a descurar os ambientes de aprendizagem informais e personalizáveis, a existência de toda a web 2.0 em particular e das tecnologias em geral, telemóveis, consolas de jogos, etc.

Ou seja, meus amigos, o que é que precisamos de ensinar aos nossos alunos, como é que andamos a fazê-lo e, afinal como é que eles andam a aprender e o quê? A Aprendizagem do futuro é já hoje. A mudança é urgente correndo o risco de estarmos a comprometer saberes, competências e o futuro desses mesmos alunos.

Por outro lado… o Hélder Santos questionava o estudo de uma ferramenta (no caso a criação de um ambiente virtual, social,  de construção de aprendizagens para os alunos do secundário), pois na verdade os alunos não sabem nada destas ferramentas da web 2.0 e outra que tais, eles querem é jogos e facebooks e … bom, estão a ver….

Ao que eu respondo… pois é…. não conhecem e os que os levam a usar… sentem-se quase extra-terrestres como eu me sinto tantas vezes. É que a questão já não é (ou já não pode ser) dar-lhes um blogue (ou o moodle, pronto, eu não morro de amores pelo moodle na educação básica) para terem uns conteúdos arrumadinhos, a papinha feita, umas fichas em pdf (o que eu andei a fazer durante muito tempo e depois…. já não fazia só isso… depois, quando? quando passei a dispor de pc’s para eles). Ora bem, continuando, umas coisas giras para os pais verem (quando vêem) e os jovens (e o professor) se sentirem motivados.

A questão está em dizer a esse jovens qualquer coisa como “meus amigos, nesta unidade é suposto que aprendam isto e isto e vão ter tarefas de aprendizagem/avaliação que são assim e assado, têm aqui estes conteúdos, estas ferramentas e agora… trabalhem… ao vosso ritmo, com base no que já sabem, de forma colaborativa, revelando criatividade mas… mostrem o que valem!”.

A isto não sei se se chama aprendizagem baseada em projectos, com tecnologias… sei lá… às vezes as etiquetas não me interessam muito (prometo que depois arrumo quando tiver tempo para estudar e se o Doutoramento aflorar isto…. à distância que ainda o vejo….não sei 🙂 )

O que eu sei é que estamos no século XXI já há um bom bocado e não podemos ensinar descurando esta realidade, a realidade deles e não podemos fechar os olhos e insistir num ensino massificado, num ensino que não seja aprender com eles, aprender a aprender, aprender a colaborar, a partilhar, a trabalhar em equipa, a procurar soluções, a ser criativo.

Mas querem ideias? eu dou 🙂 ou melhor vendo 🙂 mas aviso desde já, a mudança exige algum esforço mas traz de volta imenso prazer 🙂

***

Sobre a COIED, uma breve nota. Voltarei no final das duas semanas do evento.

Foi um prazer enorme ter aceite o desafio para dinamizar um webinar. Algum nervoso devido ao meu defeito maior, o perfeccionismo (ou será o orgulho? lol) Algum nervoso devido ao formato. Eu falo muito, sou irrequieta, não me acho particularmente bonita, muito menos fotogénica ou telegénica. Falar frente a uma câmara? mesmo que seja a minha, mesmo que seja no meu querido escritório??  Resultado, um enorme investimento no ppt de suporte e uma sessão à qual sobreviveram cerca de 175 participantes num registo que alguém classificou como “magistral” ou seja uma aulita 🙂 mas, pelo que percebi, uma aula a que a malta gostou de assistir. Pronto! missão cumprida. Estamos aqui para servir 🙂

Adorei o tema que tinha escolhido e aprendi imenso, não só ao arrumar a informação que queria transmitir mas sobretudo porque foi o 1º webinar e, agora, já sei como é. O segundo, venha ele quando vier, custará menos 🙂

Agradeço ao Professor José Lagarto que tanta publicidade faz desta sua ex-aluna 🙂 e a quem devo muito, não só do que aprendi, mas do que tenho crescido tal é o incentivo 🙂 Agradeço à Celina Lajoso, grande organizadora do evento e excelente moderadora. Ao Paulo Belo, à Liliana Botelho e ao João Pereira também: obrigada por tudo!

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