Definindo avaliação

Tendo encontrado este artigo de Chris Lake, Patrícia Harmes, Diane Guill e Cathy Crist (da Excelsior High School) em que se procura realizar uma definição simples dos principais termos de AVALIAÇÃO resolvi que seria um bom exercício realizar a sua tradução.
Assim, deixo aqui um breve glossário.
(Fonte: Lake, C., Harmes, Guill. Crist, C. (1998). Defining Assessment.
Forum workshop organizado pela Excelsior High School. Disponível em http://www.essentialschools.org/cs/cespr/view/ces_res/124. Consultado a 2 de Março de 2006.)

Avaliação – é um processo de recolha de informação de modo a cobrir um grande conjunto de necessidades avaliativas.
Avaliação alternativa – conceito que se pode aplicar a qualquer tipo de avaliação que exija que o aluno demonstre conhecimentos e capacidades através de métodos menos convencionais.
Avaliação autêntica – envolve os alunos na aplicação de conhecimentos e capacidades da mesma forma que são usados na vida real fora da escola. É uma avaliação baseada no desempenho e implica que o aluno vá além da memorização e demonstre um conhecimento relevante e significativo bem como compreensão através de um determinado produto ou desempenho. Este tipo de avaliação inclui uma tarefa autêntica e uma cotação ligadas a um produto ou ideia geral que inicialmente são explicadas ao aluno.
Avaliação convencional ou tradicional – refere-se à realização de testes de papel e lápis (escolha múltipla, verdadeiro ou falso, correspondência, resposta breve) que normalmente devem ser realizados num determinado espaço de tempo.
Avaliação de desempenho – trata-se de um termo de sentido lato que abrange diversas características quer da avaliação alternativa, quer da avaliação autêntica. Em geral, este tipo de avaliação dá ao aluno a oportunidade de mostrar o seu grau de compreensão e, de forma sustentada, aplicar conhecimentos, capacidades e métodos de trabalho em situações estruturadas ou não. Esta avaliação pode ocorrer ao longo de um certo período de tempo sobre um produto concreto ou uma “performance” observável.
Avaliação de processo – refere-se à avaliação da capacidade dos alunos em progredir ao longo de uma série de acções ou operações. As capacidades que os professores procuram avaliar referem-se ao raciocínio, à aplicação de conhecimento processual e à interacção com outros. Alguns exemplos são o pensamento crítico, a criatividade, a resolução de problemas, a tomada de decisões, a prossecução de objectivos, a cooperação, a liderança e a gestão.
Avaliação de produto / projecto – os produtos e projectos são normalmente indicados a grupos de alunos a partir de um tópico do programa (currículo). O projecto resulta num produto que é avaliado. Os processos usados durante a realização do projecto podem também ser avaliados.
Avaliação naturalista – refere-se a uma avaliação que radica no contexto natural da sala de aula. Envolve a observação do desempenho dos alunos e do seu comportamento num contexto informal. A observação naturalista é feita à medida que realizam o seu trabalho diário.
Cotação – consiste numa escala fixa que se refere a uma lista de critérios que descrevem um desempenho. Cada escala é composta por níveis que descrevem os diversos níveis de complexidade da competência. Pesos específicos podem ser dados ao valor de cada critério e são usadas para verificar até que ponto algo é atingido.
Critérios – também conhecidos como desempenho-padrão, são os parâmetros qualitativos ou quantitativos usados para medir até que ponto o aluno desenvolveu a sua competência. A natureza desses critérios pode variar dependendo do instrumento específico que está a ser aplicado. No entanto, na avaliação de competências, “Responsabilidade na gestão do tempo e trabalho”, por exemplo, um critério para medir esta capacidade poderia ser “Realiza o seu trabalho atempadamente.”
Documentação – trata-se de um processo de avaliação naturalista que envolve o registo das observações da aula durante um certo período de tempo, em coordenação com outros colegas e através de diferentes modalidades de aprendizagem.
Indicadores – fornecem exemplos específicos e definições explícitas que podem ser usados para avaliar o nível de desempenho em determinadas capacidades, estratégias e conhecimentos.
Nível de Desempenho – é um ponto descritivo num continuum ou escala. O nível mais alto é considerado exemplar.
Organizadores gráficos (ou mapas conceptuais ?) – são mapas mentais que ajudam o aluno a explanar o seu pensamento. Representam capacidades processuais como sequenciação, comparação, classificação, inferência, conclusão, solução de problemas e pensamento crítico.
Padrão – o termo padrão é problemático porque pode significar diferentes coisas (e, por vezes, nada). Pode ser sinónimo de critério. Pode também significar uma “estrutura que forneça uma base ou apoio” caso em que é sinónimo de padrões de programa, conhecimentos, capacidades e atitudes (ou competências) a serem alcançadas no Currículo. O sentido mais comum pode ser o de “desenvolvimento de competências específicas do programa ao nível do desempenho estabelecido para um final bem sucedido.
Padrões de conteúdo – são também conhecidos como padrões de disciplina abarcando o conhecimento e capacidades específicas de uma dada disciplina. Descrevem informação e capacidades essenciais à prática ou aplicação de uma disciplina ou área em particular.

Padrões de Currículo ou Programa – são, muitas vezes, referidos como padrões de Programa e podem descrever-se como os objectivos instrucionais. Implicam as actividades curriculares que podem ser usadas para a ajudar os alunos a desenvolver capacidades num certo domínio. De uma forma geral, descrevem os meios instrucionais para atingir os padrões de conteúdo.
Padrões de desempenho – (ver Critérios).
Padrão de Aprendizagem ao longo da vida – não é específico de nenhuma disciplina e pode ser usado em diversas situações ao longo da vida de uma pessoa. Este tipo de padrão nem sequer é específico de estudantes; é uma capacidade que pode ser usada em quase todos os aspectos da vida. Por exemplo, uma padrão de aprendizagem ao longo da vida para um estudante pode ser “Fazer e cumprir planos de uma forma efectiva”.
Ponto de referência – é o nível até ao qual o aluno deve evoluir. É um modelo a que os pais, professores e alunos se podem referir ao planear e aplicar os resultados.
Portefolio – colecção dos trabalhos do aluno demonstrando os seus esforços, progressos e desempenho numa ou mais áreas.
Resultado – esta palavra é, muitas vezes, usada como sinónimo de objectivo, propósito, demonstração de aprendizagem e finalidade. Os resultados finais podem ser equivalente a competências, conhecimentos ou orientações. São os produtos finais de todo o processo instrucional. Podem incluir mudanças internas no aluno ou mudanças observáveis.

Tarefa – é uma actividade complexa que requer múltiplas respostas a uma questão desafiadora ou problema.

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